Bombeira que tentou matar o filho apanha 17 anos de prisão

Menino de 7 anos foi atirado a um tanque pela mãe, bombeira em Aveiro. A mulher tentou ainda asfixiá-lo e envenená-lo com clorofórmio e foi condenada a 17 anos de prisão.

Bombeira que tentou matar o filho apanha 17 anos de prisão

Bombeira que tentou matar o filho apanha 17 anos de prisão

Menino de 7 anos foi atirado a um tanque pela mãe, bombeira em Aveiro. A mulher tentou ainda asfixiá-lo e envenená-lo com clorofórmio e foi condenada a 17 anos de prisão.

Uma bombeira de 28 anos foi condenada esta segunda-feira, 20 de julho, a 17 anos de prisão por ter tentado matar o filho de sete anos. O coletivo de juízes do Tribunal Central Criminal de Lisboa deu como provado que, de abril a julho do ano passado, Patrícia «tentou, em ocasiões distintas», «afogar o filho num tanque, sufocá-lo na cama e», por fim, «envenená-lo com clorofórmio» quando a criança estava hospitalizada. A arguida pode ainda recorrer da decisão. Patrícia foi considerada culpada de sete crimes de homicídio na forma tentada e absolvida de ofensa à integridade física e violência doméstica. Terá sido essencial para a condenação o testemunho da vítima, que descreveu com o modo como a mãe a tentou afogar e sufocar até à morte.

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Bombeira administrou clorofórmio ao filho e deixou-o em coma

«Ele teve noção completa dos dois primeiros episódios», considerou o presidente do coletivo de juízes. Francisco Henriques adiantou, aliás, que, questionado sobre se as ações da mãe de o atirar para um tanque e de lhe cobrir a cara poderiam ter sido «a brincar». A criança respondeu foram «a sério». As injeções de clorofórmio ficaram demonstradas pela documentação apresentada. Ficaram por provar as doses concretas que administrou ao filho. O filho de Patrícia foi piorando a cada injeção e, após diversas paragens cardiorrespiratórias, chegou a entrar em coma.

Juiz espera que Patrícia se trate para ter «segunda oportunidade» depois de cumprir a pena

«Afigura-se ao tribunal que esta precisão no meio de outros esquecimentos servia, serviu ou serve para a arguida apaziguar a sua consciência», salientou o juiz. No decorrer do julgamento, a arguida tinha justificado a ação com a falta de autoestima e a necessidade que sentia de que os familiares continuarem a falar dela como «salvadora» do filho. A magistrado Francisco Henriques recordou que «temos de ser nós a ter a nossa autoestima e consideração» e apelou à arguida para tratar-se e pensar em refazer a vida quando sair da prisão porque «tem direito a uma segunda oportunidade». «Preocupa-me mais que a criança vá crescer a saber que a mãe a tentou matar. Não deve ser muito agradável», proferiu o juiz.

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