Bigfoot: Criatura verdadeira ou invenção de impostores?

Nos últimos 50 anos existem mais de 10 mil avistamentos do Big Foot. Mas será que aquele que também é conhecido por Pé-grande existe mesmo ou não passa de uma invenção?

Bigfoot: Criatura verdadeira ou invenção de impostores?

Bigfoot: Criatura verdadeira ou invenção de impostores?

Nos últimos 50 anos existem mais de 10 mil avistamentos do Big Foot. Mas será que aquele que também é conhecido por Pé-grande existe mesmo ou não passa de uma invenção?

Bigfoot, ou Pé-grande , é uma das criaturas que tem dado origem a um maior número de conversas e teorias. Visto como uma espécie de macaco gigante, existem relatos de que anda a passear pela América do Norte. É certo que, em termos práticos, quase não existem provas da sua existência. O que não invalida que muitos garantam que já viram a criatura que nunca mostra a cara. Olhando para o historial dos avistamentos, a sua maioria está relacionada com o noroeste norte-americano. O que tem uma explicação. É que, por aqui, o Bigfoot está associado a mitos e lendas indígenas. Se em português também conhecemos a criatura por Pé-Grande, nos Estados Unidos da América há quem lhe chame Sasquatch, que significa “homem selvagem” ou “homem peludo”.

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Um dos primeiros avistamentos do Bigfoot remonta a 1884. Nessa altura, o jornal British Colonist, do Canadá, publicou um artigo relacionado com o avistamento de uma criatura que se assemelhava a um gorila. Existe um livro, da autoria de John Green, que dá conta de 1,340 avistamentos apenas nos séculos XIX e XX. Ou seja, numa época em que o Bigfoot ainda não era um fenómeno. Foi em 1958 que o Humboldt Times, um jornal da Califórnia, dava conta da história de descoberta de pegadas gigantes e misteriosas na zona do Bluff Creek. Existiam menções ao Bigfoot como sendo o autor das marcas no solo e estava assim lançada a fama da criatura.

Fama do Bigfoot dispara em 1958

Curiosamente, estas pegadas foram autoria de um homem de nome Ray Wallace. Algo que consta na Smithsonian Magazine e que foi revelado pelos seus filhos em 2002, ano da morte do homem. O que é certo é que esse artigo lançou a fama do animal e rapidamente existiram avistamentos um pouco por todo o país. Ou seja, só nos últimos 50 anos existem mais de 10 mil relatos de testemunhas oculares da criatura. Olhando para as descrições, percebemos que o Bigfoot tem uma altura que oscila entre os 2,4 e os 3 metros. Sendo que tem o corpo coberto de pelos. Um dado importante a ter em conta é que estes avistamentos têm por base apenas a memória humana. Que não são confiáveis por, por exemplo, poderem ser toldadas com base nas emoções.

Vídeos de qualidade duvidosa

Dos avistamentos saltamos para os vídeos. Pois também o Bigfoot já foi protagonista de diversas películas. A mais famosa é a curta-metragem conhecida como filme Patterson-Gimlin. Data de 1967, foi gravada em Bluff Creek e mostra aquilo que aparenta ser um macaco grande e peludo a caminhar por uma clareira. Passados 65 anos ainda se debate a veracidade das imagens e muitos garantem que aquilo que se vê não é mais do que uma pessoa com um fato. É certo que temos assistido a uma grande evolução a nível de tecnologia, mas ainda hoje os avistamentos da criatura são acompanhados de imagens de pouca nitidez. O que leva a que muitos digam que são meros fraudes. Aos avistamentos, fotografias e vídeos juntam-se os sons. Uivos, rosnados e gritos são apenas alguns exemplos dos sons que dizem ser emitidos pelo Bigfoot. Há até quem garante que batem na madeira, como salienta a Scientific American. Mais uma vez, os especialistas não conseguem comprovar a existência da criatura com recurso às gravações. E o mesmo se aplica a análises a supostas fezes, peles e até sangue.

Uma só criatura manteria uma espécie?

Rumores à parte, existe também o debate científico em torno da existência do Bigfoot. E existe uma conclusão simples. Uma só criatura não poderia procriar e manter uma população. Ou seja, muito menos uma espécie. O que significa que seria necessária uma população (ou várias) com dimensão suficiente para evitar a extinção da espécie. E se existissem vários, certamente que haveria um número considerável de mortes de animais. Fossem eles alvo de caçadores ou vítimas de acidentes. E, até à data, não existe qualquer ossada encontrada. Existem pessoas que acreditam ter encontrados restos mortais de um Bigfoot, mas a ciência acabou por desmentir tudo. Aquilo que de poucos duvidam é da existência de muitos impostores de Bigfoot. Já falámos da brincadeira do pai que deu fama à criatura, mas há um vasto leque de confissões de autores de falsas pegadas, impressões digitais e fotografias.

Apesar de tudo isto, existem festivais dedicados à criatura e até foi sugerida, em 2021, a criação de uma temporada de caça ao Bigfoot. A sugestão nasceu em Oklahoma e existia uma recompensa de 1,9 milhões de euros para quem capturasse o animal com vida.

O mais parecido com um Bigfoot

Se tivermos em conta apenas a científica e factos comprovados, podemos falar de um macaco bípede gigante que habitou na Terra. A espécie tinha o nome Gigantopithecus blacki e tinha perto de três metros de altura. Já o peso rondava os 270 quilos. Tudo isto está reportado com base em evidências fósseis. Só que este animal viveu na Ásia e não nos Estados Unidos da América. Sem esquecer que está extinto há milhares de anos.

Texto: Bruno Seruca; Fotos: Shutterstock

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