Bebé sem rosto não tem parte do cérebro

O bebé sem rosto desenvolveu uma hidrocefalia – acumulação de líquidos cefalorraquidiano no interior das cavidades cerebrais

Bebé sem rosto não tem parte do cérebro

Rodrigo – conhecido por bebé sem rosto – nasceu a 7 de outubro deste ano, no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, sem olhos, nariz e uma parte do crânio. O menino, que completou dois meses este sábado, não desenvolveu um dos dois hemisférios cerebrais, tornando para já inviável a realização de uma cirurgia, avança o Correio da Manhã.

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Ordem dos Médicos aguarda informações para fechar processos a obstetra

Bebé sem rosto desenvolve hidrocefalia e não pode ser operado

O bebé sem rosto desenvolveu uma hidrocefalia – acumulação de líquidos cefalorraquidiano no interior das cavidades cerebrais – e, como o cérebro está sempre a aumentar de tamanho, torna-se impossível qualquer operação. O menino teve alta médica há um mês e, apesar de estar em casa, continua a ser acompanhado pelos profissionais de saúde. Não consegue ouvir, mas já se alimenta sem recurso a sonda e respira sozinho sem o apoio de qualquer aparelho.

Obstetra acumula 14 queixas na Ordem dos Médicos

O médico Artur Carvalho, envolvido no caso do bebé sem rosto, tem 14 queixas em averiguação no conselho disciplinar sul da Ordem dos Médicos. A atualização do número de queixas em relação a este obstetra foi feita na passada quarta-feira, 4 de dezembro, no parlamento pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, que divulgou dados que lhe foram transmitidos pelo conselho disciplinar sul.

Na altura em que foi divulgado o caso de Rodrigo, havia cinco processos pendentes em relação ao médico Artur Carvalho, pelo menos um dos quais desde 2013. Depois de se tornar público o caso do bebé sem rosto, o obstetra foi suspenso preventivamente pelo conselho disciplinar.

Artur Carvalho nunca sinalizou malformações nas ecografias

Artur Carvalho realizou as ecografias e nunca sinalizou malformações. Estas eram realizadas numa clínica privada em Setúbal, supostamente ao abrigo de uma convenção com o SNS, que afinal não existia, naquilo que foi uma irregularidade entretanto detetada pela Administração Regional de Saúde de Lisboa.

Texto: Jéssica dos Santos

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