Número de mortos em debandada no funeral do general Soleimani sobe para 40

213 pessoas ficaram feridas, informaram duas agências de notícias iranianas.

Número de mortos em debandada no funeral do general Soleimani sobe para 40

Número de mortos em debandada no funeral do general Soleimani sobe para 40

213 pessoas ficaram feridas, informaram duas agências de notícias iranianas.

O balanço de mortos na debandada que ocorreu hoje no Irão durante o funeral do general Qassem Soleimani subiu de 32 para 40 e outras 213 pessoas ficaram feridas, informaram duas agências de notícias semioficiais iranianas.

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O tumulto ocorreu em Kerman, cidade natal do general da Guarda Revolucionária Qassem Soleimani, quando as cerimónias fúnebres tiveram início, divulgaram as agências de notícias Fars e ISNA, citando Pirhossein Koulivand, chefe dos serviços médicos de emergência do Irão

Não há ainda informações sobre o que desencadeou a debandada.

Os vídeos iniciais publicados on-line mostraram pessoas sem vida na rua e outras a gritar e tentando ajudar as vítimas. O funeral de Soleimani foi adiado para mais tarde, mas as autoridades iranianas não informaram a que horas ocorrerá.

“Infelizmente, como resultado da debandada, alguns de nossos compatriotas foram feridos e alguns foram mortos durante as cerimónias fúnebres”, disse Koulivand anteriormente.

As autoridades iranianas já tinham demonstrado preocupação com a enorme multidão que acompanhava as várias cerimónias fúnebres de Soleimani, segundo a ISNA.

Na segunda-feira, a polícia iraniana disse que milhões de pessoas se concentraram em Teerão para prestar homenagem ao general e às restantes vítimas do ataque aéreo norte-americano em Bagdad. O enterro do comandante da força de elite iraniana Al-Quds vai realizar-se no sul do Irão, numa cerimónia que vai ser presidida pelo líder supremo iraniano, ‘ayatollah’ Ali Khamenei.

Qassem Soleimani morreu na sexta-feira num ataque aéreo contra o carro em que seguia, junto ao aeroporto internacional de Bagdade, ordenado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No mesmo ataque morreu também o ‘número dois’ da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque, Abu Mehdi al-Muhandis, conhecida como Mobilização Popular (Hachd al-Chaabi), além de outras oito pessoas. O ataque ocorreu três dias depois de um assalto inédito à embaixada norte-americana que durou dois dias e só terminou quando Donald Trump anunciou o envio de mais 750 soldados para o Médio Oriente.

O Irão prometeu vingança e anunciou no domingo que deixará de respeitar os limites impostos pelo tratado nuclear assinado em 2015 com os cinco países com assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas — Rússia, França, Reino Unido, China e EUA — mais a Alemanha, e que visava restringir a capacidade iraniana de desenvolvimento de armas nucleares. Os Estados Unidos abandonaram o acordo em maio de 2018.

No Iraque, o parlamento aprovou uma resolução em que pede ao Governo para rasgar o acordo com os EUA, estabelecido em 2016, no qual Washington se compromete a ajudar na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico e que justifica a presença de cerca de 5.200 militares norte-americanos no território iraquiano.

Texto: Joana Ferreira com Lusa

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