BAD doa 491 mil euros para projeto de resiliência às mudanças climáticas no centro de Moçambique

O Fundo Africano para Mudanças Climáticas, apoiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), aprovou uma doação de 600 mil dólares (491 mil euros) a Moçambique, para implementação de projetos de resiliência às mudanças climáticas em comunidades da província da Zambézia.

BAD doa 491 mil euros para projeto de resiliência às mudanças climáticas no centro de Moçambique

BAD doa 491 mil euros para projeto de resiliência às mudanças climáticas no centro de Moçambique

O Fundo Africano para Mudanças Climáticas, apoiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), aprovou uma doação de 600 mil dólares (491 mil euros) a Moçambique, para implementação de projetos de resiliência às mudanças climáticas em comunidades da província da Zambézia.

“Este projeto visa contribuir para a identificação de modelos de resiliência climática a nível das comunidades, que são necessários para alimentar Moçambique”, disse Pietro Toigo, representante residente do BAD, citado no comunicado do Banco, enviado hoje à comunicação social.

Trata-se de um projeto que visa melhorar os sistemas de subsistência dos habitantes de 10 comunidades rurais e vulneráveis, cerca de 100 famílias, que residem nas zonas costeiras e marinhas daquela província do centro de Moçambique.

As comunidades são da Área de Proteção Ambiental das Ilhas Primeiras e Segundas, no distrito de Pebane e na zona tampão do distrito de Mocubela, na província da Zambézia.

Segundo o documento, o projeto, alinhado com as prioridades locais e da província, vai capacitar mulheres e jovens para implementar iniciativas de “baixo carbono e de recuperação de ecossistemas degradados”.

O projeto, que arrancou em finais de 2020 e tem duração de dois anos, irá promover um sistema integrado de agricultura, agrossilvicultura, piscicultura e apicultura, segundo o comunicado.

O país atravessa a época chuvosa e ciclónica, que ocorre entre os meses de outubro e abril, com ventos oriundos do Índico e cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral.

Os desastres naturais dos últimos meses afetaram profundamente o centro e sul de Moçambique, nas províncias de Sofala, Manica, parte sul da Zambézia, Inhambane e Gaza.

Os mais graves foram a tempestade Chalane, no final de 2020, e o ciclone Eloise, em janeiro, com um balanço oficial total de 19 mortos. Relatos de autoridades locais apontam para o dobro.

No último fim de semana, o ciclone Guambe passou ao largo da costa moçambicana e afetou vários distritos da zona sul.

LYN // JH

By Impala News / Lusa

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