Autoridades iranianas detêm atriz famosa por divulgação de falsas informações

As autoridades iranianas detiveram uma das atrizes mais famosas do país, acusada de espalhar falsidades sobre os protestos que têm agitado o país desde setembro, informaram hoje os ‘media’ estatais.

Autoridades iranianas detêm atriz famosa por divulgação de falsas informações

Autoridades iranianas detêm atriz famosa por divulgação de falsas informações

As autoridades iranianas detiveram uma das atrizes mais famosas do país, acusada de espalhar falsidades sobre os protestos que têm agitado o país desde setembro, informaram hoje os ‘media’ estatais.

Taraneh Alidoosti, a “estrela” do filme vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro (2017) “The Salesman”, foi detida uma semana depois de ter divulgado na rede social Instagram uma mensagem a expressar a sua solidariedade para com um homem que foi recentemente executado por crimes alegadamente cometidos durante os protestos no país.

De acordo com os ‘media’ estatais, Alidoosti foi detida por não ter apresentado “nenhum documento que comprovasse as suas denúncias”. “O seu nome era Mohsen Shekari. Cada organização internacional que assiste a este derramamento de sangue e não age é uma vergonha para a Humanidade”, escreveu a atriz, na mensagem publicada no Instagram.

Shekari foi executado em 09 de dezembro, após ter sido acusado por um tribunal iraniano de bloquear uma rua em Teerão e por ter atacado, segundo as autoridades, um membro das forças de segurança com uma faca. O Irão tem sido abalado por protestos desde a morte, em 16 de setembro, de Mahsa Amini, uma jovem curda iraniana de 22 anos, que morreu após ter sido detida pela chamada polícia da moralidade, responsável pelo cumprimento do rígido código de vestuário feminino.

Desde essa altura, os protestos transformaram-se num dos mais sérios desafios ao regime teocrata do Irão, instalado pela Revolução Islâmica de 1979. Hengameh Ghaziani e Katayoun Riahi, outras duas atrizes famosas no Irão, também foram detidas pelas autoridades por expressarem solidariedade com os manifestantes, em mensagens nas redes sociais, tendo já sido libertadas.

Em cerca de três meses de protestos, que têm sido fortemente reprimidos pelas autoridades iranianas, morreram mais de 500 pessoas e pelo menos 15.000 foram detidas, segundo a organização não-governamental (ONG) Iran Human Rights.

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