Autópsia a Valentina revela deslocamento do crânio

Pai abanou Valentina com tamanha violência que o crânio da criança sofreu deslocamento, revela o resultado da autópsia divulgado nesta quinta-feira, 13 de agosto.

Autópsia a Valentina revela deslocamento do crânio

Pai abanou Valentina com tamanha violência que o crânio da criança sofreu deslocamento, revela o resultado da autópsia divulgado nesta quinta-feira, 13 de agosto.

Valentina terá sofrido ao longo de horas, antes de morrer barbaramente às mãos do pai. Terá sido a primeira agressão de Sandro a precipitar a morte da criança de nove anos, de acordo com o que consta da autópsia. De manhã cedo, na casa de banho, o pai abanou-a violenta e repetidamente de tal forma que provocou o descolamento do crânio.

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Valentina passou horas sozinha em sofrimento, abandonada no sofá, e foi assim que morreu

A autópsia já está na posse da Polícia Judiciária de Leiria e revela que na sequência do deslocamento a criança sofreu «convulsões» que viriam a provocar-lhe a morte. Mas Valentina não morreu logo. Agonizou horas e só perderia a vida ao final da tarde, sem que nenhum dos adultos, pai e madrasta lhe tivessem prestado apoio. Morreu deitada no sofá. Sozinha.

Pai e madrasta saíram de casa «para comprar leite» e quando voltaram Valentina já não respirava

A investigação revela que o pai e a madrasta saíram de casa durante a tarde, para irem «comprar leite para a filha mais nova», que ficou trancada noutra zona da habitação para não assistir à agonia da irmã. Quando regressaram a casa, Valentina já não respirava. Sandro diz que a menina estaria a «trocar mensagens» de cariz sexual com outras crianças e que tinha confessado à madrasta que «já tinha mantido contactos sexuais» com um homem, a quem chamava «padrinho». Foi para pressionar a filha a revelar a identidade do «padrinho» que Sandro pressionou a filha. Abanou-a repetidamente e ainda usou «água quente para assustar» a criança, sabendo que «a pele da filha reagia mal» a temperaturas altas.

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PJ tem mais provas, além do relatório da autópsia

A investigação – revelada pelo CM esta quinta-feira, 13 de agosto, tem mais provas no processo para além da confissão dos responsáveis pela morte de Valentina. Câmaras de videovigilância de uma estação de serviço, a cerca de um quilómetro da casa onde morreu a menina de nove anos, revelam o casal viajar no sentido d zona onde o corpo foi encontrado. O cadáver da criança seguiria no banco de trás.

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