Associação de Guardas pede demissão do ministro da Administração Interna

Associação de Guardas pede demissão do ministro da Administração Interna

A Associação Nacional de Guardas (ANAG-GNR) pediu hoje a demissão do ministro da Administração Interna por não ter cumprido com o programa do Governo e continuarem “por resolver assuntos essenciais” na GNR.

A ANAG é a segunda associação da Guarda Nacional Republicana a pedir esta semana a demissão do ministro Eduardo Cabrita.

“Como nada foi cumprido e muito menos o anunciado ‘diálogo’ com os militares exige-se a demissão do ministro da Administração Interna pela dignificação dos militares da Guarda”, refere a ANAG em comunicado.

A Associação Nacional de Guardas adianta que, quase um ano depois de ter assumido o cargo, o ministro da Administração Interna continua a evitar o contacto com a ANAG-GNR, com quem apenas reuniu uma única vez, “atitude discriminatória” que levou já à apresentação de uma queixa à provedora de Justiça.

A ANAG sustenta que “continuam por resolver assuntos essenciais na vida dos militares”, como o descongelamento e reposicionamento nos níveis remuneratórios e regulamentação do estatuto profissional, que deveria estar pronta 180 dias depois da entrada em vigor e quase um ano e meio ainda não aconteceu, bem como a nova lei orgânica da GNR e novo estatuto remuneratório que não é alterado desde 2009.

Esta associação considera também que é necessária uma revisão completa do mapa de pessoal, que se “encontra desatualizado e desajustado face à realidade atual” e o cumprimento da lei no pagamento dos suplementos especiais de serviço que são ilegalmente descontados por parte da GNR.

A ANAG recorda ainda que o programa de Governo prevê uma “reestruturação do sistema de ensino das forças e serviços de segurança” e o reconhecimento da especificidade da condição policial, mas ainda “nada foi cumprido”.

Na segunda-feira, também a Associação Nacional dos Sargentos da Guarda defendeu a demissão do ministro da Administração Interna por ter “falhado com o comprometido” e “faltar à verdade” na concretização “de matérias fundamentais” para o funcionamento da instituição.

CMP // PMC

By Impala News / Lusa


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