Arguido franco-ruandês continua a protestar inocência nos massacres de 1994 no Ruanda

Um arguido franco-ruandês continuou hoje a negar no seu julgamento, em Paris, as acusações de ter transportado os assassinos para os locais dos massacres em 1994 no Ruanda, apesar das acusações de testemunhas nas últimas semanas.

Arguido franco-ruandês continua a protestar inocência nos massacres de 1994 no Ruanda

Arguido franco-ruandês continua a protestar inocência nos massacres de 1994 no Ruanda

Um arguido franco-ruandês continuou hoje a negar no seu julgamento, em Paris, as acusações de ter transportado os assassinos para os locais dos massacres em 1994 no Ruanda, apesar das acusações de testemunhas nas últimas semanas.

No julgamento, que entrou hoje na quarta semana, Claude Muhayimana, de 60 anos, considera que as testemunhas “foram treinadas para acusar!”.

Trata-se do terceiro julgamento relacionado com os massacres de 1994 e Claude Muhayimana está a ser julgado por “cumplicidade” no genocídio e crimes contra a Humanidade durante o genocídio contra a minoria tutsi, orquestrado pelo regime extremista hutu, e do qual resultaram mais de 800.000 mortos entre abril e julho de 1994.

O arguido, de origem hutu, pai de duas filhas nascidas do casamento com uma mulher tutsi – da qual está separado -, é cantoneiro em Rouen, noroeste da França.

O veredicto deverá ser anunciado na quinta-feira e Claude Muhayimana arrisca uma pena de prisão perpétua.

A defesa vai pedir a absolvição.

Relativamente aos factos de que é acusado, Claude Muhayimana terá, enquanto motorista de uma pousada em Kibuye, oeste do Ruanda, “ajudado conscientemente”, entre abril e julho, soldados e milicianos, garantindo o transporte destes para locais onde ocorreram massacres, designadamente nas regiões de Kibuye e Bisesero.

Como sinal do desconforto em que se encontra, o acusado, que fala bem francês, optou principalmente por se expressar em kinyarwanda.

EL // LFS

By Impala News / Lusa

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