Amante de Rosa Grilo afirma: «Não tenho nada que ver com o que aconteceu ao Luís Grilo»

Em julgamento, esta terça-feira, António Joaquim alega não ter nada a ver com a morte do triatleta.

Amante de Rosa Grilo afirma: «Não tenho nada que ver com o que aconteceu ao Luís Grilo»

Em julgamento, esta terça-feira, António Joaquim alega não ter nada a ver com a morte do triatleta.

Em julgamento, esta terça-feira, 17 de setembro, o amante de Rosa GriloAntónio Joaquim, falou pela primeira vez e alegou não ter nada a ver com o que aconteceu a Luís Grilo. «Nunca soube de nada. Não tinha conhecimento que a Rosa me tinha retirado a arma.»

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Arma de António Joaquim apresenta em tribunal

Durante a segunda parte da audiência, a defesa de António Joaquim pediu para que fosse apresentado o telemóvel e a arma do arguido. Rosa Grilo viu a arma e garantiu que não era a mesma que tinha retirado da casa de António Joaquim. «Era mais clara», alega. A juíza interrompe a arguida para dizer que aquela arma é a de António Joaquim e que contém vestígios de sangue de Luís Grilo no seu interior. Rosa Grilo insiste: «Essa arma não é a que eu tirei de casa do António.»

António Joaquim corrobora a afirmação da juíza ao afirmar que a arma em questão é dele. «Só tinha 3 armas de fogo e são as que foram apresentadas na audiência», salienta. «Só pode ter sido uma desta três», diz António Joaquim, referindo à arma que Rosa Grilo retirou da sua casa.

Numa visita a casa do arguido, Rosa Grilo demonstrou interesse ao ver as munições expostas no quarto do filho do arguido. «Fui eu que lhe mostrei onde estavam as armas», revelou o amante. Terá sido também o suspeito da morte do triatleta a mudar a arma de sítio por «insistência da Rosa».

António Joaquim soube do desaparecimento do triatleta por Rosa Grilo

«Soube do desaparecimento ao final do dia de segunda-feira, 15 de julho, porque a Rosa me mandou uma mensagem a dizer que ele tinha ido dar uma volta de bicicleta e que ainda não tinha voltado», conta António Joaquim, acrescentando que aconselhou a viúva a participar o desaparecimento junto das autoridades.

A juíza interrompeu o arguido questionando-o sobre o motivo pelo qual considerou ser necessário apresentar queixa de imediato, uma vez que poderia tratar-se de um pequeno atraso. O arguido não soube responder, afirmando que «estava apenas preocupado».  Nos dias seguintes foi perguntando a Rosa como estavam a decorrer as buscas, questionando-a se desconfiava de «algo ou de alguém». «Disse-me sempre que ‘não’. Nunca me revelou mais pormenores», garante. António Joaquim alega não saber que Luís Grilo fazia treinos de bicicleta ao fim do dia. «Ele de livre vontade não devia ter desaparecido. Algo de grave devia ter acontecido», diz. Os filhos de António e de Luís costumavam brincar juntos, no entanto estes nunca tinham falado. «Nunca fui amigo do Luís.»

Sobre a altura em que as autoridades apareceram em sua casa para o deter, António Joaquim diz ter sido apanhado «desprevenido» e que não se lembrou de verificar se a arma estava ou não no sítio.

Texto: Jéssica Santos; WiN

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