Espanha. Ana Julia Quezada declarada culpada da morte do pequeno Gabriel

O menino foi dado como desaparecido a 27 de fevereiro de 2018 em Las Hortichuelas de Níjar, Espanha. O corpo do menor acabou por ser encontrado na bagageira do carro da madrasta.

Espanha. Ana Julia Quezada declarada culpada da morte do pequeno Gabriel

O menino foi dado como desaparecido a 27 de fevereiro de 2018 em Las Hortichuelas de Níjar, Espanha. O corpo do menor acabou por ser encontrado na bagageira do carro da madrasta.

Ana Julia Quezada, de 45 anos, foi declarada, esta quinta-feira, 19 de setembro, culpada da morte de Gabriel, de oito anos, filho do seu então parceiro. O menino foi dado como desaparecido a 27 de fevereiro de 2018 em Las Hortichuelas de Níjar, Espanha. O corpo do menor acabou por ser encontrado na bagageira do carro da dominicana.

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Foram precisas 26 horas para o júri tomar uma decisão

O El País avança que foram precisas 26 horas para o júri, constituído por sete mulheres e dois homens, chegar a uma decisão sobre o crime. O coletivo foi mantido em isolamento entre uma sala do Tribunal Provincial de Almeria e o hotel onde estavam hospedados. O júri começou as deliberações pelas 13h26 de quarta-feira e só terminou pelas 16 horas desta quinta-feira, 19 de setembro. O julgamento durou sete dias e foram ouvidas dezenas de testemunhas. Ana Julia Quezada foi declarada culpada pela morte do menino. Para já, ainda não se sabe a pena aplicada.

Ana Julia Quezada diz que matou o enteado acidentalmente

A mulher confessou o crime em 2018. Explicou que matou Gabriel acidentalmente depois de terem começado a discutir porque o menino não aceito ser repreendido por esta. Na passada terça-feira, Ana Julia Quezada revelou mais pormenores. Revelou que o enteado lhe chamou «negra» e que terá dito para ela voltar par ao seu país.

«Vi o Gabriel com um machado. Disse-lhe: ‘Larga isso, que ainda te magoas’. Começou a gritar: ‘Não mandas em mim, não és a minha mãe. És negra, feia e tens um nariz feio, não te quero com o meu pai. Quero que o meu pai se case com a minha mãe. Quero que voltes para o teu país’. Eu simplesmente tapei-lhe a boca, não o queria magoar. Só queria que se calasse. Não queria matar o rapaz», explicou a mulher no tribunal de Almería, citada pelo El País. «Só sei que pus uma mão na boca e no nariz (de Gabriel) para que parasse de dizer essas coisas. Não sei onde pus a outra, na nuca, na frente, na cara… Foram momentos muito rápidos, estava muito nervosa.»

Suspeita apanhada com o corpo do Gabriel na bagageira do carro

A dominicana disse que ficou nervosa quando viu que o rapaz de oito anos não respirava. «Quando o soltei, pus-lhe a mão no peito e vi que não respirava. E fiquei de pé, bloqueada.» Seguiram-se vários cigarros. Depois, assustada, Ana Julia Quezada decidiu esconder o corpo da criança num buraco que existia perto da piscina da respetiva casa. Duas semanas depois, a suspeita foi apanhada pelas autoridades a viajar de carro com o cadáver do menino na bagageira..

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