Advogado diz que suspeitos de tráfico de droga para Guiné-Bissau foram torturados para confessar crime

O advogado dos suspeitos de tráfico de cerca de duas toneladas de cocaína para a Guiné-Bissau, Basílio Sanca, afirmou hoje que os seus clientes foram “vítimas de torturas” que os fez confessar “um crime que não cometeram”.

Advogado diz que suspeitos de tráfico de droga para Guiné-Bissau foram torturados para confessar crime

Advogado diz que suspeitos de tráfico de droga para Guiné-Bissau foram torturados para confessar crime

O advogado dos suspeitos de tráfico de cerca de duas toneladas de cocaína para a Guiné-Bissau, Basílio Sanca, afirmou hoje que os seus clientes foram “vítimas de torturas” que os fez confessar “um crime que não cometeram”.

Basílio Sanca, que é também bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau, disse ter “uma forte convicção”, e que pretende demonstrar ao tribunal, de que não existem elementos que possam provar que os suspeitos estiveram ligados à chamada “Operação Navarra”.

O Tribunal Regional de Bissau iniciou hoje o julgamento de 12 pessoas suspeitas de fazer entrar na Guiné-Bissau, no passado mês de setembro, 1.869 quilogramas de cocaína. Compareceram hoje na sala da audiência 10 dos 12 suspeitos.

Os dois outros elementos nunca foram capturados pela polícia guineense e foi emitido um mandado de captura internacional.

Advogado de defesa dos indiciados pelo Ministério Público de crimes de tráfico de droga, associação criminosa e branqueamento de capitais, Basílio Sanca entende que não vai ter dificuldades em desmontar as acusações.

“Foram submetidos a torturas fortes para confessarem crimes que não cometeram. Não existem elementos probatórios que estabelecem uma ligação dos suspeitos com a quantidade da droga apreendida”, afirmou o advogado.

Numa primeira fase, Basílio Sanca disse que vai tentar persuadir o tribunal sobre a inocência dos seus constituintes, demonstrando o que considera serem “vícios do processo”, frisou.

“A minha convicção é de que não existem provas para condenar os suspeitos”, observou Basílio Sanca.

O julgamento dos suspeitos da Operação Navarra, a maior apreensão da droga feita na Guiné-Bissau, acontece no dia em que a Função Pública inicia uma greve geral de três dias.

MB // JH

By Impala News / Lusa

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