Adolescente de 17 anos testemunha mãe a matar o pai à facada em Estarreja

Adolescente é testemunha única do crime em que agressora “desferiu golpe fatal com faca no peito” da vítima. Depois de matar o marido telefonou à filha. “Matei-o. Espetei-lhe uma faca.”

Adolescente de 17 anos testemunha mãe a matar o pai à facada em Estarreja

Adolescente de 17 anos testemunha mãe a matar o pai à facada em Estarreja

Adolescente é testemunha única do crime em que agressora “desferiu golpe fatal com faca no peito” da vítima. Depois de matar o marido telefonou à filha. “Matei-o. Espetei-lhe uma faca.”

Um adolescente de 17 anos, de Estarreja, é testemunha única do homicídio de 15 de mais deste ano, na casa que partilhava com os pais. Descreveu à Polícia Judiciária os pormenores do homicídio e contou ter visto a mãe matar o pai com uma facada, na sequência de uma violenta discussão por causa de “um SMS”.

“O meu pai ia ao armário buscar uma almofada para dormir na sala. Quando a minha mãe vinha da cozinha para o quarto, deu-lhe um golpe no peito, com uma faca que trazia. Ele ainda tentou retirar a faca e pediu-me para ligar aos bombeiros. Saí de casa a correr e pedi ajuda aos vizinhos”, contou o adolescente.

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Detida em Estarreja fica em prisão preventiva

Ana Rosa Costa, de 45 anos, foi detida e está em prisão preventiva. Acusada de homicídio qualificado e violência doméstica, por esfaquear Nuno Ribeiro, o marido, de 43 anos, a arguida voltou a pegar na faca e retirou-a do corpo do companheiro, que se arrastou até ao corredor, onde morreu. A arguida telefonou depois à filha mais velha, de uma relação anterior e contou- o sucedido.

“Matei-o. Espetei-lhe uma faca no peito e matei-o”, disse. O casal mantinha uma relação há 23 anos e no processo, divulgado pela edição impressa desta quarta-feira, 9 de dezembro, o filho conta que mãe e pai costumavam. “Era sempre por causa de uma traição do meu pai. Ela dizia-lhe «Um dia mato-te. Vou presa, mas tu não ficas bem»”.

Faca espetou-se no peito da vítima «sem querer»

Ana Rosa nega o crime. Afirma que depois da discussão foi à cozinha buscar a faca para se suicidar. Diz que foi quando o marido a tentou dissuadir e quando tentava retirar-lhe a faca, esta acabou por espetar-se no peito dele “sem querer”. A PJ confrontou-a contudo com as declarações do filho, ao que a arguida explicou que o adolescente “viu mal”. O filho – todavia – descreveu também que, na noite do homicídio, a mãe atirou o telemóvel do pai ao chão quando este tentava acalmá-la. Contou que a mãe sofria de depressão, mas não tomava a medicação, e que piorou depois de ter ficado desempregada.

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«A minha mãe matou o meu pai à facada!»

No processo foram ouvidos os vizinhos do casal, a quem o filho pediu socorro e recordaram à PJ o “desespero” do menor. “A minha mãe matou o meu pai à facada”, gritou-lhes. Tentaram depois ir à habitação do casal, mas viram a homicida de faca na mão. “Aqui ninguém entra”, terá avisado em tom de ameaça. A acusação refere ainda que Ana Rosa vivia “atormentada” por causa de uma alegada relação extraconjugal do marido. “Se ele não é meu, não é de mais ninguém”, terá dito à filha.

«Disse-me que ia “mandar mensagem” à amante»

Conta ainda do processo que Ana Rosa referiu que, depois de verem um filme juntos na sala, Nuno, já no quarto, pegou no telemóvel. “Perguntei o que fazia àquela hora no telemóvel. e ele disse que ia «mandar uma mensagem» à amante. Eu estava farta de sofrer. Foi quando decidi que me ia matá-lo. Não espetei a faca de propósito. Foi ele quem veio ter comigo”, defendeu-se.

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