Absolvidos os dois suspeitos acusados de decapitarem mulher em Leça da Palmeira

O tribunal de Matosinhos decidiu absolver as duas pessoas acusadas pelo homicídio e esquartejamento de uma mulher de nacionalidade tailandesa cuja cabeça foi encontrada no areal de uma praia da zona em 2019.

Absolvidos os dois suspeitos acusados de decapitarem mulher em Leça da Palmeira

Absolvidos os dois suspeitos acusados de decapitarem mulher em Leça da Palmeira

O tribunal de Matosinhos decidiu absolver as duas pessoas acusadas pelo homicídio e esquartejamento de uma mulher de nacionalidade tailandesa cuja cabeça foi encontrada no areal de uma praia da zona em 2019.

O tribunal de Matosinhos decidiu absolver as duas pessoas acusadas pelo homicídio e esquartejamento de uma mulher de nacionalidade tailandesa, cuja cabeça foi encontrada no areal de uma praia da zona em 2019, dentro de um saco de plástico.

Os arguidos, que começaram a ser julgados a 7 de janeiro – um homem paquistanês e uma mulher tailandesa que exploravam uma casa de massagens na qual a vítima trabalhava – foram absolvidos por vigorar a presunção de inocência, uma vez que existiam “dúvidas insanáveis” sobre a data, os autores, a forma e o local do crime. Encontravam-se em prisão preventiva, sendo acusados pela prática, em coautoria, de um crime de homicídio e de outro de profanação de cadáver.

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«Desfizeram-se dos pedaços de cadáver, deixando a cabeça acondicionada num saco plástico»

De acordo com a acusação, ambos “mataram a dita colaboradora tailandesa, após o que cortaram o cadáver aos pedaços, decapitaram-no e colocaram no congelador pelo menos a cabeça”, em factos situado entre 28 de dezembro de 2018 e 07 de março de 2019.

Depois do homicídio, relata o processo, “desfizeram-se dos pedaços de cadáver, deixando a cabeça acondicionada num saco plástico, dentro ou ao lado de um contentor colocado no areal da praia de Leça da Palmeira”, no concelho de Matosinhos, distrito do Porto, onde foi encontrada cerca das 10:00 de 07 de março de 2019, de acordo com relatos feitos na altura por fonte dos Bombeiros de Matosinhos/Leça.

Cerca de um mês depois, a 5 de abril, a Polícia Judiciária (PJ) deteve, como alegada autora do crime, a massagista de 52 anos e de nacionalidade tailandesa. Já em 15 de agosto desse ano, a polícia anunciou a detenção de um suspeito da autoria material do homicídio qualificado e da profanação de cadáver. O cidadão paquistanês, de 32 anos, foi detido “na fronteira da Turquia com a Grécia”.

O homicídio e decapitação da vítima relacionam-se com uma alegada dívida da arguida à vítima de 10 mil euros, “que esta insistia em ver saldada”, segundo a PJ.

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