WhatsApp sem efeito na campanha, mas continua a ser monitorizada — estudo

O WhatsApp “não teve efeito” na campanha eleitoral para as legislativas, ao contrário do que aconteceu no Brasil, mas o MediaLab do ISCTE, que monitorizou a “propaganda e desinformação nas redes sociais”, continuará a estudar o fenómeno.

WhatsApp sem efeito na campanha, mas continua a ser monitorizada -- estudo

WhatsApp sem efeito na campanha, mas continua a ser monitorizada — estudo

O WhatsApp “não teve efeito” na campanha eleitoral para as legislativas, ao contrário do que aconteceu no Brasil, mas o MediaLab do ISCTE, que monitorizou a “propaganda e desinformação nas redes sociais”, continuará a estudar o fenómeno.

A avaliação é de José Moreno, jornalista e investigador do MediaLab do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, que justificou a inclusão do WhatsApp face ao que aconteceu, por exemplo, nas presidenciais no Brasil, que influenciaram os resultados a favor do populista Jair Bolsonaro.

“Não teve efeito”, afirmou o investigador, que estima como fraco ou nulo o grau de discussão pública nestes grupos, embora também afirme que o MediaLab “vai continuar a monitorizar estes grupos”, os públicos.

A explicação, acrescentou, pode ser dada por uma menor “tradição cultural” comparativamente ao caso brasileiro na criação de grupos nestas redes.

O MediaLab do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, um projeto de “monitorização de propaganda e desinformação nas redes sociais”, escolheu 47 páginas pessoais e 39 grupos de Facebook, dois “viveiros” de páginas com conteúdo político, para fazer a sua análise, no mês anterior às eleições, entre 06 de setembro e 05 de outubro.

A equipa do MediaLab identificou mais de 6.500 posts no Facebook com conteúdo de desinformação ou “fake news” produzidas pelo “viveiro” das páginas pessoais, que tiveram, naquele mês, mais de 1,1 milhões de interações, pessoas que ou puseram um “like”, comentaram ou partilharam uma determinada publicação que a equipa considera desinformação, em graus diferentes de classificação.

No caso dos grupos abertos, em que várias pessoas escrevem livremente, o estudo aponta para a existência de mais de 45 mil publicações, com mais de dois milhões de interações (“like”, comentário e partilha), entre setembro e outubro.

Nos 15 dias de campanha eleitoral, as interações foram mais de um milhão, entre as páginas e nos grupos no Facebook.

NS // ACL

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS