Wall Street fecha em forte baixa após previsão do Fed para aumento das taxas de juro

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em forte baixa e o Dow Jones, o principal indicador, caiu 3,03%, após o presidente da Reserva Federal ter antecipado um aumento das taxas de juro até que a inflação esteja controlada.

Wall Street fecha em forte baixa após previsão do Fed para aumento das taxas de juro

Wall Street fecha em forte baixa após previsão do Fed para aumento das taxas de juro

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em forte baixa e o Dow Jones, o principal indicador, caiu 3,03%, após o presidente da Reserva Federal ter antecipado um aumento das taxas de juro até que a inflação esteja controlada.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 1.008,38 pontos, para 32.284,40 pontos, registando o pior desempenho numa sessão desde meados de maio.

Já o seletivo S&P 500 caiu 3,37%, para 4.057,66 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite Market caiu 3,94% para 12.141,71 pontos.

No final da semana, o Dow Jones caiu 4,2%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq Composite perderam cerca de 4% e 4,4%, respetivamente.

Os resultados da sessão foram influenciados pelas declarações do presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, Jerome Powell, que antecipou um provável aumento das taxas de juro, com o objetivo de as manter num nível mais elevado até que a inflação esteja sob controlo.

Powell pretende conduzir uma política monetária “suficientemente restritiva para reduzir a inflação para 2%”, ou seja, decisão que deliberadamente desacelera a economia.

O responsável do Fed indicou ainda que esta política monetária restritiva, que corresponde a um nível de taxa de juros elevado, deverá durar “algum tempo”.

Os investidores esperaram a semana toda pelos comentários de Powell sobre como o banco central norte-americano alcançaria seu objetivo de reduzir a inflação e minimizar os riscos de uma recessão profunda.

Embora as medidas do Fed para cortar a taxa de investimento, gastos e contratações “reduzam a inflação, também trarão algum sofrimento para as famílias e empresas”, acrescentou ainda Powell durante um discurso no simpósio económico Jackson Hole (Wyoming, EUA).

“Os mercados não estão a reagir desta forma porque o discurso do presidente Powell foi contundente, mas antes porque a última possibilidade de um ‘reposicionamento e flexibilização da política monetária de curto prazo pelo Fed’ foi descartada”, explicou Keith Buchanan, da Globalt Investiments.

Já Michael Arone, estrategista sénior da State Street Global Advisors, considerou como “maior surpresa” o facto dos investidores, que se prepararam para o discurso do líder do Fed, terem “reagido negativamente” depois das palavras de Powell.

“Parece que os investidores esperavam ingenuamente uma reviravolta de Powell, mas em vez disso ele redobrou a credibilidade do Fed no combate à inflação”, sublinhou.

Powell não apontou em concreto sobre as perspetivas para a reunião de política monetária do Fed em setembro, mas disse que a próxima decisão sobre a taxa “vai depender da totalidade dos dados recebidos e da evolução das perspetivas”.

Autoridades do Fed aumentaram as taxas de juros em 0,75 pontos percentuais em cada uma de suas duas últimas reuniões, a mais recente em julho, para uma taxa entre 2,25% e 2,5%.

Na reunião de final de setembro espera-se que o Fed aumente ainda mais as taxas, embora não se saiba se o fará em 0,5 ou 0,75 pontos percentuais.

Após o discurso de Powell, os 11 setores de Wall Street fecharam em baixa, com as maiores perdas nos bens não essenciais (-3,88%) e bens essenciais (-2,48%).

Entre as 30 empresas listadas no Dow Jones, o ‘vermelho’ também dominou, destacando-se as quebras na 3M (-9,54%), Salesforce (-4,99%) e Intel (-4,39%).

DMC // CC

By Impala News / Lusa

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