Wall Street começa semana em queda por receio com pandemia e eleições nos EUA

A bolsa nova-iorquina fechou hoje em forte queda, com os investidores mais inquietos com a crise sanitária mundial, sem esperança sobre eventuais estímulos económicos e preocupados com a eleição presidencial de 03 de novembro nos EUA.

Wall Street começa semana em queda por receio com pandemia e eleições nos EUA

Wall Street começa semana em queda por receio com pandemia e eleições nos EUA

A bolsa nova-iorquina fechou hoje em forte queda, com os investidores mais inquietos com a crise sanitária mundial, sem esperança sobre eventuais estímulos económicos e preocupados com a eleição presidencial de 03 de novembro nos EUA.

Os resultados definitivos indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 2,29%, para os 27.685,38 pontos, na que é a sua queda mais forte desde o início de setembro.

Da mesma forma, o tecnológico Nasdaq perdeu 1,64%, para as 11.358,94 unidades, e o alargado S&P500 desvalorizou 1,86%, para as 3.400,97.

Os investidores na praça nova-iorquina estão perturbados com a aceleração da pandemia na Europa e nos EUA, onde têm sido superados máximos de novos casos de infeção.

Mas, para Gregori Volokhine, da Meeschaert Financial Services, o principal receio dos investidores vem da ausência de progressos nas negociações entre democratas e republicanos no Congresso dos EUA sobre novas medidas de ajuda e estímulo às famílias, empresas e Estados.

O voto de um texto de compromissos antes das eleições é considerado como altamente improvável, pela grande maioria dos analistas

A esta incerteza acrescenta-se a possibilidade de um impasse político a seguir às eleições.

Este impasse, especificou Volokhine, traduzir-se-ia na vitória de Biden na eleição presidencial e com os republicanos a manterem o controlo do Senado.

“Tal cenário tornaria extremamente difícil um plano de relançamento e os investidores estão a adaptar-se a ele”, acrescentou.

Por outro lado, os investidores aguardam os resultados trimestrais de conglomerados empresariais do digital.

Depois dos resultados da Microsoft, esperados na terça-feira, a Apple, a Alphabet (‘holding’ da Google), a Amazon e a Facebook vão apresentar os seus volumes de negócios e resultados na quinta-feira, depois do fecho da sessão.

Para Volokhine, a acentuada queda do fabricante de programas informáticos SAP na bolsa de Frankfurt hoje ocorrida, depois de ter revisto em baixa as suas previsões para 2020, pode ser um sinal de mau augúrio.

Se o grupo alemão não é comparável aos dos EUA, em termos de dimensão e peso bolsista, os meios de negócios “interrogam-se se o que aconteceu à SAP também se pode verificar nas grandes empresas da tecnologia” norte-americanas, avançou.

Entre os títulos do dia, as ações da ‘holding’ das cadeias de ‘donuts’ e cafés Dunkin’ e dos gelados Baskin-Robbins, a Dunkini Brands, valorizaram 16,12%, depois de se conhecer a existência de negociações para a sua venda à sociedade de restauração Inspire Brands.

Ao contrário, o fabricante de brinquedos Hasbro perdeu 9,35%, depois de ter apresentado resultados trimestrais mitigados, com as sólidas vendas de jogos de sociedade a serem contrariadas pelas dificuldades da produção de desenhos animados, devido à pandemia.

Já o laboratório britânico AstraZeneca avançou 2,06%, a beneficiar do anúncio de que a sua vacina contra a covid-19, que está em teste, suscitou uma resposta imunitária encorajadora da parte de jovens adultos e pessoas idosas.

RN // RBF

By Impala News / Lusa

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