Votação do orçamento e plano de atividades da Lusa adiada para abril

Os acionistas da Lusa, reunidos hoje em assembleia-geral, aprovaram as contas da agência, mas adiaram para abril a votação do orçamento e plano de atividades de 2019, dependente de fatores externos à empresa, foi anunciado.

Votação do orçamento e plano de atividades da Lusa adiada para abril

Votação do orçamento e plano de atividades da Lusa adiada para abril

Os acionistas da Lusa, reunidos hoje em assembleia-geral, aprovaram as contas da agência, mas adiaram para abril a votação do orçamento e plano de atividades de 2019, dependente de fatores externos à empresa, foi anunciado.

“Não foi tudo aprovado. Foi aprovado o relatório de gestão e as contas, balanço e demonstração de resultados. Foi aprovado o relatório anual de boas práticas do governo societário. Foi aprovada a proposta de aplicação de resultados do exercício de 2018 e a apreciação geral da administração e fiscalização da sociedade”, indicou o presidente do Conselho de Administração da Lusa, Nicolau Santos.

Porém, a votação do plano de atividades e orçamento da empresa foi adiada para 29 de abril, às 15:00, estando, segundo a mesma fonte, dependente de fatores, maioritariamente, externos à empresa.

“No que toca ao plano de atividades e orçamento, nós já elaborámos e enviámos para as Finanças, mas temos que esperar que seja aprovado”, disse Nicolau Santos.

De acordo com o presidente do Conselho de Administração da agência de notícias, “aparentemente, não há nenhuma desconformidade”, mas as “exceções previstas na lei para podermos avançar com as propostas que fazemos no plano”, dependem do aval do secretário de Estado do Tesouro, Álvaro Novo, que ainda não avançou.

Por outro lado, em falta está ainda a proposta de nomeação de um vogal não executivo para o Conselho de Administração por parte Lusa ou do Ministério da Cultura.

Adicionalmente, ainda não foi celebrada com o Presidente do Conselho de Administração uma minuta do contrato de gestão.

Nicolau Santos revelou que este adiamento faz com que a empresa esteja ainda a funcionar com base no orçamento de 2018.

“Em relação a anos anteriores […], se não estava aprovado o plano de atividades e orçamento […] não se podia avançar com os investimentos. Agora o que nos foi dito é que os investimentos que já estejam no plano de atividades e orçamento trianual, independentemente de aprovado [o plano] de cada ano” poderiam ser realizados, explicou.

Caso isto não se venha a concretizar, a empresa passa a ter algumas dificuldades em executar o orçamento para 2019.

“De outra maneira, teremos o orçamento em maio, o que quer dizer que já passaram cinco meses […]” e, portanto, “começa a ser pouco tempo para realizar tudo aquilo que gostaríamos de ter feito ao longo do ano”, vincou.

Por parte do acionista Estado foi também proposto um voto de confiança na Administração e Concelho Fiscal da Lusa, que foi aprovado por unanimidade.

O plano de atividades da Lusa prevê um conjunto de investimentos para 2019 que incluem a modernização tecnológica, obras na sede e em algumas delegações e a aposta estratégica no eixo Macau-China.

“Macau foi definido por Pequim como a plataforma chinesa para ligação aos países de língua oficial portuguesa e nós somos, indiscutivelmente, a agência, a nível mundial, que tem mais-valias em relação à informação produzida nos países de língua oficial portuguesa em África. Eles estão interessados na nossa informação e nós estamos interessados em comercializar, em vender-lhes”, concluiu.

A Lusa é detida em 50,14% pelo Estado, seguindo-se acionistas privados como a Global Media Group (23,36%), a Impresa (22,35%), entre outros.

PE // JNM

By Impala News / Lusa

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