Violência no estado nigeriano de Kaduna fez quase 650 mortos desde o início do ano

Um total de 645 pessoas morreram no estado nigeriano de Kaduna, entre janeiro e junho de 2022, seja por ataques de grupos terroristas ou por confrontos intercomunitários, foi hoje divulgado.

Violência no estado nigeriano de Kaduna fez quase 650 mortos desde o início do ano

Violência no estado nigeriano de Kaduna fez quase 650 mortos desde o início do ano

Um total de 645 pessoas morreram no estado nigeriano de Kaduna, entre janeiro e junho de 2022, seja por ataques de grupos terroristas ou por confrontos intercomunitários, foi hoje divulgado.

De acordo com o comissário de Segurança e Assuntos Internos do Estado, Samuel Aruwan, aproximadamente um terço das mortes (234) ocorreram no sul do estado de Kaduna.

“Nos primeiros seis meses de 2022, 645 pessoas perderam a vida nessas circunstâncias em todo o estado; 234 registaram-se na área sul de Kaduna”, explicou Samuel Aruwan, durante a apresentação dos dados ao jornal nigeriano ‘The Premium Times’, citado pela agência de notícias Europa Press.

Segundo lamentou, a situação faz prever “o colapso quase total da economia local”, que se baseia principalmente na agricultura e pecuária.

“Os moradores foram privados do seu principal meio de subsistência e os mercados semanais foram suspensos”, acrescentou.

Em 2021, a violência provocou a morte 1.192 pessoas em todo o estado, incluindo 406 no sul do estado Kaduna.

Os “bandidos”, termo usado no país para definir estes criminosos que cometem ataques mortais e raptos com fins lucrativos, tornaram-se um flagelo para as autoridades do país, que chegaram a declarar essas organizações como grupos terroristas para facilitar as operações de segurança.

Tal não impediu que estes grupos continuem a invadir cidades, abrindo fogo indiscriminadamente e sequestrando alguns dos sobreviventes.

Um relatório, apresentado em maio pelo governador do estado, Nasir el Rufai, também detalhou que 1.389 pessoas foram sequestradas durante os três primeiros meses do ano, que pelo menos uma dúzia de mulheres foram violadas, incluindo seis menores.

CYC // VM

By Impala News / Lusa

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