Ventura espera que o seu caminho se cruze com o de Santana Lopes no futuro

O presidente do Chega foi hoje recebido na Câmara da Figueira da Foz por Santana Lopes, e aproveitou para deixar vários elogios ao antigo primeiro-ministro e votos de que os caminhos dos dois se cruzem no futuro.

Ventura espera que o seu caminho se cruze com o de Santana Lopes no futuro

Ventura espera que o seu caminho se cruze com o de Santana Lopes no futuro

O presidente do Chega foi hoje recebido na Câmara da Figueira da Foz por Santana Lopes, e aproveitou para deixar vários elogios ao antigo primeiro-ministro e votos de que os caminhos dos dois se cruzem no futuro.

No final das Jornadas Parlamentares daquele partido de extrema-direita, que decorreram na Figueira da Foz, o Chega foi recebido nos Paços do Concelho pelo presidente do município, Santana Lopes, momento em que André Ventura aproveitou para deixar vários elogios ao antigo primeiro-ministro.

“Sempre foi alguém que eu admirei, com quem estive ao lado em muitas batalhas. É independente, está a fazer um bom mandato, reconhecido por todos […]. É evidente que é um perfil e uma combatividade em que nos reconhecemos, mas não seria elegante da minha parte, enquanto líder de um partido a ser recebido pelo presidente da Câmara, criar problemas partidários ou políticos”, disse o líder do Chega, durante a visita à sede daquele município do distrito de Coimbra.

Questionado pelos jornalistas, André Ventura recordou “as sete vidas de Santana Lopes” e frisou a sua convicção de que os dois ainda se vão “cruzar várias vezes no caminho”.

“Acho que não estou a dizer nenhuma heresia nem para os militantes ou apoiantes do Chega, que é de uma grande combatividade, que é um perfil único na história de Portugal, que tem lugar já reservado na história de Portugal e isso, só para nós, já é um grande orgulho. Se nos encontraremos ou não no futuro, eu acho que sim, mas é uma coisa que a Deus pertence”, disse.

Sobre esse encontro futuro, André Ventura admitiu que é uma vontade.

“Somos os dois católicos. Portanto, se Deus quiser, encontrar-nos-emos mais à frente nesse caminho”, salientou.

Santana Lopes, que foi primeiro-ministro durante cerca de oito meses entre 2004 e 2005, referiu que a receção do Chega nos Paços do Concelho é feita no âmbito da “prática democrática e do respeito institucional”.

“Fizeram cá as Jornadas Parlamentares, são a terceira força política nacional e felicito-os por isso. O crescimento foi rápido e houve quem tentasse e não tenha conseguido”, disse, fazendo uma alusão à sua tentativa com o partido Aliança.

Questionado sobre se vê o seu futuro ligado ao Chega, Santana Lopes não respondeu diretamente, apenas vincou que luta pelo “direito de todos a existirem e a serem respeitados, desde que façam o jogo democrático”.

“Na declaração de princípios do Chega, no programa do Chega, nas declarações tenho visto um respeito pela democracia, um respeito pelo princípio da liberdade individual, da sujeição a votos, aceita a vontade do povo, fora uma série de outros princípios”, notou Santana Lopes.

O presidente da Câmara da Figueira da Foz realçou que há pontos em que está “muito de acordo” com o Chega e outros “em que não”, assim como em relação a outras forças políticas, nomeadamente o próprio PSD, onde militou durante décadas.

Questionado por uma jornalista sobre as suas declarações em que afirmava que o fundador do PSD, Francisco Sá Carneiro, jamais votaria no Chega, Santana Lopes referiu primeiro não se lembrar e depois salientou que “não foi uma frase muito acertada”, porque não gosta de “fazer conjeturas sobre quem cá já não está”.

“O doutor Sá Carneiro não tem nada a ver com André Ventura nem nunca teria nada a ver com o Chega. E jamais aceitaria ser invocado, como exemplo, pelo Chega”, disse Santana Lopes, numa entrevista à revista Visão.

O autarca afirmou ainda que converge com o Chega na ideia de que “a pátria está primeiro do que qualquer internacionalismo”, na “defesa da liberdade individual, na auto-responsabilização e na importância dos valores da segurança e ordem da sociedade”, escusando-se a enunciar as divergências.

“Não é elegante”, referiu.

JGA // JPS

By Impala News / Lusa

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