Ventura desafia Montenegro a ir “a jogo” na revisão constitucional

O presidente do Chega, André Ventura, desafiou hoje o líder do PSD, Luís Montenegro, a ir “a jogo” no processo de revisão constitucional, cuja proposta o partido pretende entregar no parlamento ainda esta semana.

Ventura desafia Montenegro a ir

Ventura desafia Montenegro a ir “a jogo” na revisão constitucional

O presidente do Chega, André Ventura, desafiou hoje o líder do PSD, Luís Montenegro, a ir “a jogo” no processo de revisão constitucional, cuja proposta o partido pretende entregar no parlamento ainda esta semana.

“O que eu espero do PSD de Montenegro é que não faça o que o Rui Rio fez, que é acantonar-se atrás do PS, e que venha a jogo mesmo que seja para criticar”, desafiou, em declarações aos jornalistas, André Ventura no final das jornadas do partido precisamente dedicadas ao processo da revisão constitucional.

O presidente do Chega afirmou que, “numa sociedade em que a direita se quer reorganizar para poder ser Governo, estes sinais têm que começar a ser dados”, dizendo aos jornalistas que ainda não falou com Luís Montenegro sobre a questão da revisão constitucional, mas que espera “falar ainda hoje”.

André Ventura, que pretende dar entrada “ainda esta semana” no parlamento do projeto do Chega para iniciar este processo, sugeriu parecer que “o PSD não quer nenhuma revisão constitucional” e que portanto “mais vale assumir isso”.

“A verdade há de vir ao de cima sobre as negociações que houve em 2020. Ficou claro que o PSD não se juntou à revisão do Chega porque ia apresentar a sua própria revisão. Isso foi-nos dito a nós”, disse aos jornalistas, considerando que essa “não foi uma garantia de Rui Rio, foi uma garantia do PSD” porque “os líderes passam e os partidos ficam”.

O Chega, de acordo com o seu líder, não quer que o PSD aceite o texto do partido para a revisão constitucional porque “certamente tem outras propostas”.

“Mas tem aqui uma boa base. Como sabem agora abre-se um processo de 30 dias, em que os outros partidos apresentam alterações”, afirmou.

A semana passada, em entrevista ao Público e à Renascença, o presidente do PSD afirmou que a revisão constitucional e a reforma eleitoral “não são prioridades”.

JF // JPS

By Impala News / Lusa

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