Ventura acusa Rio de ser “porta-estandarte” de Costa e do PS

O presidente do Chega acusou hoje o homólogo do PSD, Rui Rio, de ser mero “porta-estandarte” do primeiro-ministro, António Costa, e do PS, em vez de líder do maior partido da oposição.

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Ventura acusa Rio de ser “porta-estandarte” de Costa e do PS

O presidente do Chega acusou hoje o homólogo do PSD, Rui Rio, de ser mero “porta-estandarte” do primeiro-ministro, António Costa, e do PS, em vez de líder do maior partido da oposição.

Em declarações à agência Lusa, André Ventura respondeu assim à entrevista concedida segunda-feira à TVI pelo líder social-democrata que lhe atribuiu um discurso de “bazófias”, classificou a sua força política como “federação de descontentamento” e partido de um homem só, sem quadros qualificados.

“Rui Rio acusou ontem o Chega e a mim próprio de ‘bazófia’, relativamente ao futuro cenário da direita em Portugal. Na minha perspetiva, ‘bazófia’ é esquecer-se de fazer oposição e de assumir-se como líder do principal partido da oposição, ‘bazófia’ é falar em moderação, mas não ser mais do que um porta-estandarte do primeiro-ministro, António Costa. Rio é, neste momento, o porta-estandarte do PS”, argumentou.

Para o líder do partido da extrema-direita parlamentar, “enquanto assim for, não há caminho para fazer à direita”. “Se Rio deseja um Governo de bloco central com o PS, força nisso, mas não contem com o Chega”, acrescentou.

“Quanto à federação de descontentes, Rio talvez tenha alguma razão, mas são, essencialmente, descontentes do PSD, que deixaram de acreditar num partido que deveria ser oposição responsável, são essencialmente descontentes com o trabalho do próprio Rio”, afirmou o deputado único do Chega.

Segundo Ventura, “o líder do PSD deveria meditar nas suas próprias palavras: o que trouxe o PSD até este estado nas sondagens? Como se chegou ao ponto de abandonar o eleitorado de direita e antissistema?”, questionou.

Na segunda-feira, o presidente social-democrata, questionado sobre um teórico acordo futuro com o partido da extrema-direita parlamentar, à semelhança do entendimento alargado à direita que viabilizou o novo Governo Regional açoriano em outubro, voltou a excluir “um acordo com o Chega nos termos daquilo que o Chega neste momento é”.

“Se fizer um caminho, uma evolução de moderação, vamos ver, podemos eventualmente conversar”, acrescentou, sublinhando que “o PSD em circunstância alguma vai admitir ou vai aceitar que façam reivindicações para votar o seu Governo em matérias que chocam com os seus princípios”, mas pode ceder nas “prioridades”.

Hoje, o líder nacional-populista assumiu que, “tal como o PSD”, o Chega “também admite um eventual acordo para um futuro Governo, desde que as bandeiras do Chega sejam acauteladas e seja um Governo antissistema”.

Ventura não especificou se as referidas “bandeiras” são, por exemplo, as polémicas castração química de pedófilos ou reintrodução da pena de prisão perpétua.

 

HPG (FM) // JPS

By Impala News / Lusa

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