Venezuela: Maduro quer criação de fundo para garantir alimentos e medicamentos

O Presidente da Venezuela propôs que a ONU crie um fundo rotativo de compras públicas para garantir o acesso a alimentos e a produtos de saúde, financiado com recursos públicos.

Venezuela: Maduro quer criação de fundo para garantir alimentos e medicamentos

Venezuela: Maduro quer criação de fundo para garantir alimentos e medicamentos

O Presidente da Venezuela propôs que a ONU crie um fundo rotativo de compras públicas para garantir o acesso a alimentos e a produtos de saúde, financiado com recursos públicos.

“A Venezuela propõe a criação de um fundo rotativo de compras públicas da ONU, para garantir o acesso a alimentos e medicamentos. Isso permitirá enfrentar o bloqueio económico, facilitando aos governos a aquisição de bens e serviços necessários”, disse.

Nicolás Maduro falava na 75.ª Assembleia Geral da ONU onde defendeu o fortalecimento das políticas e fundos de financiamento para as cadeias de produção e a criação um banco de tecnologias livres e processos universais de formação e capacitação.

Por outro lado, alertou que a Venezuela está sob ataques constantes do “império norte-americano” nos campos da imprensa, político e económico e que tem sido ameaçada com agressões militares diretas.

“A Venezuela advoga a aprovação de um instrumento internacionalmente vinculativo sobre o desenvolvimento e o direito ao desenvolvimento, que reforce a luta dos povos para superar a pobreza e pela justiça social”, disse.

Por outro lado, insistiu que os EUA, com “medidas coercitivas e unilaterais”, tem “tentado subjugar os venezuelanos”, mas que “ainda é tempo para voltar à legalidade internacional, de deixar que os povos exerçam os seus próprios direitos”.

“Os EUA transformaram-se na mais significativa ameaça à paz global”, disse Nicolás Maduro, que pediu o fim do bloqueio contra Havana e “do recrudescimento da perseguição criminosa a países nobres como Cuba, Nicarágua, Síria, Venezuela e outros”.

O Presidente Nicolás Maduro denunciou que mais de 30 mil milhões de dólares (aproximadamente 26 mil milhões de euros), foram “arrebatados à Venezuela” e estão congelados e apreendidos em contas nos EUA e na Europa.

Segundo o chefe de Estado venezuelano, os EUA perseguem “as empresas e os governos” com quem a Venezuela “comercializa algum bem ou serviço, trate-se de alimentos, medicamentos, combustível e aditivos necessários para produzir gasolina, entre outros”.

No entanto, sublinhou que os venezuelanos têm resistido heroicamente a esta “agressão criminosa e inumana” e que “a Venezuela se preparou para vencer o bloqueio dos EUA”.

“É uma batalha pela paz, pela pátria, pela região (continente), pela humanidade, em que o nosso heroico povo tem assumido o seu papel histórico perante a ignominia do império mais perigoso da história universal”, disse.

Maduro agradeceu ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e à Alta Comissária dos Direitos Humanos da ONU, Michellele Bachelet, por terem pedido a suspensão imediata das medidas coercitivas e unilaterais impostas pelos EUA, para poder combater a pandemia da covid-19 no país e cumprir com os objetivos do desenvolvimento social.

Sobre o novo coronavírus, disse que a Venezuela realizou 1,9 milhões de testes gratuitos e que “nem o bloqueio ilegal, nem as agressões” dos EUA “impediram de, com grande esforço, cumprir a meta de proteger a vida do povo”.

Maduro agradeceu os esforços da Rússia, China e Cuba para criar uma vacina contra a covid-19 e pediu que a Organização Mundial da Saúde seja reforçada e fale sem se submeter a pressões nem ataques de poderosos.

Por outro lado, disse que a Venezuela vive “uma onde de regressos massivos” de migrantes venezuelanos que deixaram o país por motivos económicos, desde países com altíssimos níveis de contagiados pelo coronavírus, como a Colômbia, Equador, Peru, Chile e Brasil.

O Presidente da Venezuela denunciou ainda que os migrantes venezuelanos têm sido vítimas da sistemática violação dos Direitos Humanos, e instou à investigação de agências da ONU, como o ACNUR e a Organização Internacional de Migrações.

FPG // JLG

By Impala News / Lusa

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