Urnas abrem na Macedónia do Norte para segunda volta das presidenciais

As urnas na Macedónia do Norte abriram para a votação da segunda volta das presidenciais após um empate técnico entre os dois primeiros candidatos no escrutínio de 21 de abril.

Urnas abrem na Macedónia do Norte para segunda volta das presidenciais

Urnas abrem na Macedónia do Norte para segunda volta das presidenciais

As urnas na Macedónia do Norte abriram para a votação da segunda volta das presidenciais após um empate técnico entre os dois primeiros candidatos no escrutínio de 21 de abril.

Skopje, 05 mai 2019 (Lusa) — As mesas de voto na Macedónia do Norte abriram hoje para a votação da previsível renhida segunda volta das presidenciais após um empate técnico entre os dois primeiros candidatos no escrutínio de 21 de abril.

As assembleias de voto abriram às 07.00 (06:00 em Lisboa) para os eleitores, num país com 2,1 milhões de habitantes, elegerem o sucessor do atual chefe de Estado, o conservador Gjorge Ivanov, que desempenha o cargo desde maio de 2009 e não pode repetir o mandato.

Na primeira votação, Stevo Pendarovski, o candidato social-democrata do partido no poder (SDSM) obteve 42,85%, face à candidata conservadora do principal partido da oposição (VMRO-DPMNE), que registou 42,25%, uma diferença de 4 mil votos de acordo com a comissão eleitoral.

O facto de nenhum dos candidatos ter alcançado a fasquia mínima exigida de 50% mais um dos votos expressos, prevista na lei eleitoral para legitimar um vencedor, implicou esta nova chamada às urnas.

O resultado da segunda volta deverá ser potencialmente determinado pelos votos recolhidos por Blerim Reka, o candidato apoiado por diversos partidos da importante minoria albanesa do país (25% da populaça), e que garantiu 10,57% dos sufrágios.

A votação de 21 de abril, após uma campanha em que a alteração do nome oficial do país para República da Macedónia do Norte foi tema central, registou a mais baixa taxa de participação (41,82%) de todas as presidenciais dos últimos 15 anos nesta ex-república jugoslava. Caso a taxa de participação não atingisse um mínimo de 40%, a primeira volta teria de ser repetida.

A Macedónia do Norte e a Grécia alcançaram um acordo em 2018 para terminar com quase três décadas de contencioso sobre o nome da Macedónia.

Os resultados de 21 de abril confirmaram a fratura política no país população após a assinatura do Acordo de Prespes sobre a alteração do nome, muito contestado nos dois países.

O presidente cessante macedónio foi o principal opositor deste acordo, tendo-se inclusive negado a assiná-lo, numa posição idêntica quando lhe foi apresentada a lei que forneceu ao albanês o estatuto de segunda língua oficial do país.

Por fim, o Acordo de Prespes acabou por ser legitimado pelos parlamentos dos dois países.

O Presidente eleito, com funções essencialmente protocolares, será o quinto desde a proclamação da independência em 1991, em plena desagregação da Jugoslávia federal.

O primeiro chefe de Estado foi Kiro Gligorov, entre 1991 e 1999; seguiram-se Boris Trajkovski (1999 a 2004), Branko Crvenkovski (2004 a 2009), e o atual titular, Gjorge Ivanov.

O Presidente da Macedónia do Norte é comandante em chefe das Forças Armadas, fornece o mandato para a formação de um novo governo, assina leis e acordos internacionais e designa embaixadores.

MIM (PCR) // MIM

By Impala News / Lusa

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