União Europeia exige “máxima contenção” e defende solução “pacífica e democrática” na Venezuela

A UE exigiu a “máxima contenção” na Venezuela, de modo a evitar a perda de vidas, considerando que a solução para a crise tem de ser encontrada de forma “política, pacífica e democrática”.

União Europeia exige

União Europeia exige “máxima contenção” e defende solução “pacífica e democrática” na Venezuela

A UE exigiu a “máxima contenção” na Venezuela, de modo a evitar a perda de vidas, considerando que a solução para a crise tem de ser encontrada de forma “política, pacífica e democrática”.

Bruxelas, 30 abr 2019 (Lusa) — A União Europeia exigiu hoje a “máxima contenção” na Venezuela, de modo a evitar a perda de vidas, considerando que a solução para a crise que o país enfrenta tem de ser encontrada de forma “política, pacífica e democrática”.

“A União Europeia (UE) está a acompanhar de perto os últimos acontecimentos na Venezuela. Reiteramos que existe apenas uma saída política, pacífica e democrática para as múltiplas crises que o país enfrenta. A União Europeia rejeita qualquer forma de violência e apela à máxima contenção, para evitar a perda de vidas e uma escalada das tensões”, refere Federica Mogherini, chefe da diplomacia europeia, em comunicado.

Segundo o documento, a UE está, “firmemente, ao lado do povo venezuelano” e das suas “legítimas aspirações democráticas”.

“Continuaremos a não poupar esforços para conseguir a reintegração da democracia do Estado de direito, através das eleições livres e justas, de acordo com a Constituição venezuelana”, conclui.

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, desencadeou hoje de madrugada um ato de força contra o regime de Nicolás Maduro em que envolveu militares e para o qual apelou à adesão popular.

O regime ripostou, considerando que estava em curso uma tentativa de golpe de Estado. Não houve, durante o dia, progressos na situação, que continua dominada pelo regime.

Apesar de Guaidó ter afirmado ao longo do dia que tinha os militares do seu lado, nenhuma unidade militar aderiu à iniciativa, nem se confirmou qualquer deserção de altas patentes militares fiéis ao Presidente do país, Nicolás Maduro.

Entretanto, o opositor venezuelano Leopoldo López e a sua família estão na Embaixada do Chile em Caracas, onde, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros chileno, entraram como “convidados”.

Leopoldo López, que cumpria uma pena de cerca de 14 anos em regime de prisão domiciliária, surgiu junto do autoproclamado Presidente da Venezuela.

Alguns utilizadores indicaram, ao longo do dia, que perderam o acesso às redes sociais (como o Twitter, o YouTube ou o Facebook), enquanto as comunicações telefónicas estiveram muitas vezes interrompidas.

Face à situação que se vive na Venezuela, o Governo português indicou que, até ao início da noite em Portugal, não havia registo de problemas com a comunidade portuguesa.

AJO // SR

By Impala News / Lusa

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