UE/Presidência: MNE quer abrir negociações com Macedónia do Norte e Albânia ainda este semestre

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse hoje, em Bruxelas, que a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE) está a desenvolver “todos os esforços” para lançar em junho as negociações de adesão com Macedónia do Norte e Albânia.

UE/Presidência: MNE quer abrir negociações com Macedónia do Norte e Albânia ainda este semestre

UE/Presidência: MNE quer abrir negociações com Macedónia do Norte e Albânia ainda este semestre

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse hoje, em Bruxelas, que a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE) está a desenvolver “todos os esforços” para lançar em junho as negociações de adesão com Macedónia do Norte e Albânia.

Numa conferência de imprensa após uma reunião presencial de chefes de diplomacia da UE, que teve como um dos “dois pontos fundamentais” em agenda um debate político sobre os Balcãs Ocidentais — o outro foi a reunião por videoconferência com o enviado presidencial norte-americano para as questões do clima, John Kerry -, Augusto Santos Silva reiterou a intenção da presidência portuguesa de celebrar ainda durante o seu semestre a conferência intergovernamental para a abertura formal das negociações com Skopje e Tirana.

“Na discussão sobre os Balcãs Ocidentais, como sabem, temos responsabilidades próprias enquanto Presidência do Conselho na condução do dossiê do Alargamento e estamos a fazer todos os esforços para que se possa realizar, ainda em junho, a primeira conferencia intergovernamental com a Macedónia do Norte e a Albânia, aprovando o quadro negocial para que possam começar as negociações com esses dois países”, declarou.

Lembrando que Portugal também tem prevista a organização da conferência intergovernamental com a Sérvia e com o Montenegro — outros dois países dos Balcãs Ocidentais já com negociações de adesão formalmente abertas -, Santos Silva notou que “o alargamento não é a única medida de política externa da UE relativa aos Balcãs”, pelo que os 27 também discutiram no encontro de hoje “outras formas que a Europa tem de contribuir para a estabilidade dessa região, essencial para a segurança global do continente”.

Em 25 de março, por ocasião de um debate no Parlamento Europeu sobre os relatórios dos progressos alcançados por Albânia, Macedónia do Norte, Kosovo e Sérvia com vista a uma futura adesão ao bloco comunitário, a presidência portuguesa da UE já garantira que está a trabalhar “de forma determinada” com vista à abertura formal das negociações com os dois primeiros países.

Falando em nome do Conselho, a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, recordou que, há já um ano, o Conselho deu o seu acordo político à abertura de negociações de adesão com Albânia e Macedónia do Norte, tal como recomendado pela Comissão Europeia, apontou que os dois países mostraram determinação em avançar na agenda de reformas reclamadas pela UE e em apresentar “resultados tangíveis e sustentados”, embora o processo não tenha conhecido progressos.

“A presidência está determinada em continuar a trabalhar com vista à realização das primeiras conferências intergovernamentais e à abertura formal das negociações de adesão o mais cedo possível”, assegurou Ana Paula Zacarias, que já apontara esta como uma das prioridades da presidência portuguesa, quando em janeiro presidiu pela primeira vez ao Conselho de Assuntos Gerais, onde são tratadas as questões de alargamento.

Esse era também o objetivo da anterior presidência alemã do Conselho da UE, no segundo semestre de 2020, mas as negociações encontram-se bloqueadas pela Bulgária, que se recusa a reconhecer a língua macedónia, argumentando tratar-se de um dialeto do búlgaro.

Antes do bloqueio levantado pela Bulgária, a Grécia tinha também exigido que a Macedónia do Norte alterasse o seu nome — por afirmar que Macedónia referia-se a uma região grega — o que a antiga república jugoslava acabou por fazer.

ACC/TEYA // MDR

By Impala News / Lusa

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