UE/Presidência: Ministros debatem relações UE-NATO, Moçambique e instabilidade no Mali

As relações UE-NATO, o apoio europeu a Moçambique e a instabilidade política no Mali são temas em destaque na reunião informal de ministros da Defesa da UE, que começa hoje em Lisboa.

UE/Presidência: Ministros debatem relações UE-NATO, Moçambique e instabilidade no Mali

UE/Presidência: Ministros debatem relações UE-NATO, Moçambique e instabilidade no Mali

As relações UE-NATO, o apoio europeu a Moçambique e a instabilidade política no Mali são temas em destaque na reunião informal de ministros da Defesa da UE, que começa hoje em Lisboa.

Lisboa, 27 mai 2021 (Lusa) — As relações UE-NATO, o apoio europeu a Moçambique e a instabilidade política no Mali são temas em destaque na reunião informal de ministros da Defesa da União Europeia, que começa hoje, com um jantar de trabalho, em Lisboa.

“Queremos que seja um jantar de trabalho muito prático, muito concreto. O secretário-geral da NATO [Jens Stoltenberg], com quem estive ontem, já me disse que fará um ponto de situação sobre as ambições de trabalho comum entre a UE e a NATO e portanto vamos fazer a análise desse ponto de situação, como é que nós estamos e como é que podemos aprofundar o relacionamento” entre a UE a Aliança Atlântica, adiantou o ministro da Defesa Nacional.

A “situação de grande instabilidade e agora com um segundo golpe de Estado no Mali” e o apoio a Moçambique, que enfrenta ataques terroristas desde 2017, são outros pontos de destaque na agenda da ministerial, apontou João Gomes Cravinho, em declarações à Lusa.

De acordo com o ministro, tem vindo a ganhar força a hipótese de a UE apoiar as autoridades moçambicanas na estabilização da situação em Cabo Delgado, sendo que desde o dia 19 de maio está no terreno uma missão técnica europeia que “já produziu alguns resultados”.

“Aquilo que nos prevemos para os próximos anos é que haja uma continuação e até alargamento das missões europeias em africa. Mas tem faltado o dialogo político com as autoridades competentes africanas”, observou.

Se a anterior reunião de ministros da Defesa “permitiu constatar que havia um apoio bastante amplo para uma missão da UE”, esta ministerial “já vai ser sobre como é que se vai concretizar essa missão, qual vai ser a natureza da missão, quais os países que têm forças disponíveis para participar nessa missão”, constituindo-se como “um passo adiante”, concretizou.

Gomes Cravinho destacou ainda que, na sexta-feira, os ministros da Defesa reúnem-se com representantes de organizações regionais africanas para discutir a dimensão Paz e Segurança da Parceria UE-África e ainda com Subsecretário-Geral para as Operações de Manutenção de Paz da Organização das Nações Unidas.

Sobre a instabilidade no Mali, será discutido como é que a União Europeia “deve reagir”, tendo em conta que tem uma missão de formação para as Forças Armadas malianas no terreno.

Gomes Cravinho disse que o objetivo é “encontrar a fórmula apropriada para lidar com aquilo que, para a União Europeia é um dilema”: uma situação de “instabilidade e penetração do terrorismo no Mali, na região do Sahel mais amplamente, que representa uma ameaça para a estabilidade daquela região e uma ameaça direta devido a razões geográficas, razões de proximidade, para a própria segurança da Europa”.

“O que nós temos neste momento é a constatação de que podemos até estar a avançar em matéria securitária mas não há avanços, pelo contrário, em matéria de boa governação no país. E temos de refletir em conjunto sobre qual deve ser a nossa resposta face a essa circunstância”, sintetizou.

O Presidente do Mali e o primeiro-ministro de transição, presos na segunda-feira e demissionários de acordo com os militares, foram libertados durante a noite, disse um oficial militar à Agência France-Presse (AFP). A libertação foi uma das reivindicações da comunidade internacional face ao que corresponde ao segundo golpe de Estado no Mali em nove meses.

A reunião informal será presidida pelo Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

ARYL (MDR/SO) // SF

By Impala News / Lusa

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