UE/Presidência: Ministros da Justiça querem adeptos de risco sob vigilância no Euro2020

Os ministros da Justiça da União Europeia, reunidos hoje sob presidência portuguesa, reclamaram uma monitorização apertada dos adeptos de risco durante o Europeu de futebol, sublinhando que o formato da competição já constitui “um desafio único à segurança”.

UE/Presidência: Ministros da Justiça querem adeptos de risco sob vigilância no Euro2020

UE/Presidência: Ministros da Justiça querem adeptos de risco sob vigilância no Euro2020

Os ministros da Justiça da União Europeia, reunidos hoje sob presidência portuguesa, reclamaram uma monitorização apertada dos adeptos de risco durante o Europeu de futebol, sublinhando que o formato da competição já constitui “um desafio único à segurança”.

Num Conselho presidido pela ministra Francisca Van Dunem, no Luxemburgo, adotaram conclusões sobre violência relacionada com desporto, nas quais destacam “a relevância da cooperação policial e do intercâmbio de informações” durante a próxima grande prova continental, o Euro2020, entre 11 de junho e 11 de julho em 11 países europeus, “para garantir uma competição segura e protegida”.

Os responsáveis da Justiça dos 27 apontam que “o novo modelo escolhido pela UEFA” para o Euro2020 — adiado para este ano devido à pandemia da covid-19 — “coloca, por si só, um desafio único à segurança, uma vez que a competição terá lugar em 11 cidades europeias simultaneamente”.

O Conselho da UE argumenta, por isso, que “a monitorização do movimento de adeptos de risco — ou seja, potencialmente problemáticos – pode ser vital para prevenir a desordem pública e a atividade criminosa associada”.

Deste modo, os ministros da Justiça da UE apelam a “uma cooperação internacional eficaz através do destacamento de observadores especializados na aplicação da lei, bem como outros agentes de ligação” e o recurso a plataformas digitais para a troca de informação, “em particular dado que os encontros terão lugar numa série de cidades europeias”.

“O Conselho salienta a necessidade de os Estados-Membros aumentarem a avaliação dos adeptos de risco, especialmente aqueles com ideologias extremistas, de modo a identificar, prevenir e limitar possíveis atividades hostis e criminosas durante eventos desportivos internacionais”, lê-se nas seis páginas de conclusões hoje adotadas.

Considerando que deve ser reforçada “a cooperação entre a deteção policial [de adeptos problemáticos] e a investigação criminal, bem como o policiamento de proximidade e prevenção, a fim de promover a partilha de informações pertinentes”, o Conselho da UE sublinha que as ações de segurança não devem limitar-se aos estádios de futebol que serão palco dos encontros.

“O Conselho reconhece que, tendo em conta vários incidentes recentes de violência relacionada com o desporto em diversos países europeus, é crucial abordar esta questão não apenas no contexto dos estádios”, mas também no quadro de “outras atividades relacionadas”.

Assim, defende que o âmbito das medidas preventivas deve ser alargado para abranger locais como os transportes públicos, hotéis, centros de treino, áreas de vida noturna e outros espaços públicos.

Os 27 Estados-membros salientam assim a importância de proteger espaços públicos e espaços privados abertos ao público, recorrendo designadamente a “sistemas de vigilância e deteção que incorporem inteligência artificial, em respeito pelas liberdades e direitos fundamentais e em linha com a legislação nacional.

“O Conselho apela também aos Estados membros para que continuem a monitorizar os conteúdos em linha, com vista a prevenir e mitigar a disseminação de mensagens que incitem à violência, ao extremismo, à radicalização e à xenofobia”, lê-se ainda.

Por fim, o Conselho da UE lembra que o Europeu de futebol vai ser disputado ainda num contexto de pandemia, sublinhando por isso que os organizadores “devem continuar a adotar medidas e procedimentos que impeçam a propagação do vírus entre todos os atores envolvidos, designadamente o público em geral, as equipas, os árbitros, pessoal da organização, agentes da polícia, proteção civil, equipas médicas e de socorro, funcionários de segurança privada, jornalistas e outros”.

A fase final do Euro2020 realiza-se de 11 de junho a 11 de julho, em 11 cidades de 11 países, depois ter sido adiada por um ano devido à pandemia de covid-19.

A seleção portuguesa, campeã europeia em título, integra o Grupo F e vai defrontar a Hungria (15 de junho, em Budapeste), Alemanha (19, em Munique) e França (23, em Budapeste).

ACC // ANP

By Impala News / Lusa

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