UE vai avançar com sanções contra Presidente da Bielorrússia

Os chefes da diplomacia da UE acordaram avançar com sanções contra Alexander Lukashenko, reforçando as medidas restritivas adotadas contra repressores das manifestações pacíficas.

UE vai avançar com sanções contra Presidente da Bielorrússia

UE vai avançar com sanções contra Presidente da Bielorrússia

Os chefes da diplomacia da UE acordaram avançar com sanções contra Alexander Lukashenko, reforçando as medidas restritivas adotadas contra repressores das manifestações pacíficas.

Luxemburgo, 12 out 2020 (Lusa) — Os chefes da diplomacia da União Europeia (UE) acordaram hoje avançar com sanções contra o Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, reforçando as medidas restritivas adotadas contra repressores das manifestações pacíficas no país, anunciou o Alto Representante para Política Externa.

“Hoje os ministros [dos Negócios Estrangeiros] confirmaram que Lukashenko carece de qualquer legitimidade democrática e deram a sua ‘luz verde’ política para [a UE] começar a preparar o próximo pacote de sanções, que irá incluir o próprio Lukashenko”, declarou o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, em conferência de imprensa no final da reunião destes responsáveis, no Luxemburgo.

A informação foi avançada horas depois de o Conselho da UE ter informado, em comunicado, que os ministros dos Negócios Estrangeiros manifestaram a sua “disponibilidade” para reforçar as sanções aplicadas aos repressores dos protestos na Bielorrússia, admitindo abranger Alexander Lukashenko nas medidas restritivas “caso a situação não melhore”.

E surge também depois de um primeiro pacote de medidas restritivas — incluindo limitações à circulação ou congelamento de bens e contas — que abrangeu cerca de 40 personalidades ligadas ao regime bielorrusso e que foi oficialmente aprovado pelo Conselho Europeu há duas semanas.

Na altura, os líderes europeus optaram por não sancionar Alexander Lukashenko, temendo que isso bloquearia o diálogo político, de acordo com fontes diplomáticas, mas essa posição alterou-se devido ao comportamento do Presidente bielorrusso.

“O que aconteceu desde a última lista mostra uma falta de vontade de Lukashenko de avançar com negociações e contactos com vista a […] uma solução democrática para o que está a acontecer na Bielorrússia”, justificou hoje Josep Borrell à imprensa.

O Alto Representante da UE para a Política Externa vincou, ainda, que o acordo político alcançado entre os ministros dá uma “mensagem clara às autoridades bielorrussas de que perpetuar a atual situação não é possível”, isto depois de mais um fim de semana de protestos pacíficos e de violência no país.

As presidenciais de 09 de agosto na Bielorrússia deram a vitória a Alexander Lukashenko, com 80% dos votos, no poder há 26 anos, o que é contestado pela oposição e não é reconhecido pela UE.

Desde então, os bielorrussos têm protestado nas ruas, em manifestações reprimidas pelas autoridades. Svetlana Tikhanovskaya, a principal rival de Lukashenko, obteve 10%.

ANE/TEYA // FPA

By Impala News / Lusa

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