UE quer mais cientistas cabo-verdianos em projetos europeus

UE quer mais cientistas cabo-verdianos em projetos europeus

O comissário europeu Carlos Moedas anunciou hoje, na cidade da Praia, que os cientistas cabo-verdianos vão poder participar em programas de investigação da União Europeia (UE), normalmente definidos para os Estados-membros, cujo financiamento não tem, para já, qualquer limite.

Carlos Moedas, comissário da União Europeia para a Investigação, Ciência e Inovação, falava aos jornalistas no final de uma audiência com o primeiro-ministro de Cabo Verde, país onde hoje iniciou uma visita de três dias.

Um dos momentos altos desta visita é a assinatura de um protocolo, através do qual os cientistas cabo-verdianos vão poder participar em projetos de investigação em instituições europeias e os cientistas europeus participar em projetos no território cabo-verdiano.

“Assinando este acordo, vamos ter concursos públicos, feitos normalmente para os Estados-membros [da União Europeia], mas que também incluem Cabo Verde e Cabo Verde vai poder usufruir do programa de Ciência”, disse Carlos Moedas.

O comissário da União Europeia para a Investigação, Ciência e Inovação elogiou o nível dos cientistas cabo-verdianos, que classificou de “excelente”, e disse que a questão agora prende-se com a sua preparação para os concursos.

Foi precisamente com os cientistas que Carlos Moedas começou o dia, na cidade da Praia, onde participou na abertura oficial do Seminário sobre o Horizonte 2020, na sede da delegação da União Europeia.

Tratou-se de um encontro para “capacitar investigadores cabo-verdianos para a participação em projetos europeus ligados à investigação”.

Atualmente, explicou Carlos Moedas, a União Europeia tem quatro projetos com Cabo Verde, através dos quais cinco cientistas têm bolsas da Europa para estudar, viver ou colaborar.

“Estamos a falar de juntar Cabo Verde ao programa de ciência europeu e isso faz-se através de colaboração com instituições, universidades e empresas na Europa”, acrescentou.

Carlos Moedas assumiu que, na prática, está a por o seu “peso político” nestes objetivos.

“Estamos aqui porque temos um acordo muito especial com Cabo Verde”, referiu.

Para já, não há um número limite de vagas para os cientistas que decidam candidatar-se aos projetos e nem para a verba do programa: “Não queremos um limite. Queremos que a participação de Cabo Verde aumente”.

Atualmente, Cabo Verde usufrui de uma verba de 250 mil euros para o programa de ciência. “Queremos ter a ambição de, pelo menos, duplicar. Se triplicarmos, melhor ainda”, disse.

Após o encontro com o primeiro-ministro de Cabo Verde, Carlos Moedas foi recebido pelo Presidente da República.

Na quinta-feira, já no Mindelo, ilha de São Vicente, o comissário português vai participar na abertura da conferência ministerial de alto nível “O nosso oceano atlântico para o crescimento e bem-estar”.

No mesmo dia, e juntamente com o primeiro-ministro de Cabo Verde, Carlos Moedas irá participar na CV Next Initiative, na Praia de Laginha.

A visita do comissário coincide com a organização da Ocean Week que terá lugar em Mindelo de quarta a sexta-feira e que contará com eventos internacionais centrados no desenvolvimento da economia azul.

O comissário Carlos Moedas participará ainda na Ocean Week de Cabo Verde na sexta-feira.

SMM/RYPE // PVJ

By Impala News / Lusa

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