UE espera que resultado de eleições no Brasil dê novo impulso ao acordo com Mercosul

A União Europeia considerou hoje o acordo de livre comércio com o Mercosul uma prioridade, para recuperar terreno contra a China na América Latina, esperando que o resultado das eleições no Brasil em outubro lhe dê um novo impulso.

UE espera que resultado de eleições no Brasil dê novo impulso ao acordo com Mercosul

UE espera que resultado de eleições no Brasil dê novo impulso ao acordo com Mercosul

A União Europeia considerou hoje o acordo de livre comércio com o Mercosul uma prioridade, para recuperar terreno contra a China na América Latina, esperando que o resultado das eleições no Brasil em outubro lhe dê um novo impulso.

O assunto foi abordado numa reunião da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento Europeu, na qual participou o diretor-geral para as Américas do Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE), Brian Glynn.

O diretor para as Américas do SEAE indicou que, a um mês da primeira volta das eleições gerais no Brasil, a União Europeia (UE) está “a acompanhar de perto” a campanha, em que há um “clima de polarização” e também alguns episódios de desinformação.

Glynn destacou a importância do Brasil como “uma das maiores democracias do mundo e parceiro estratégico da UE” e realçou que os 27 Estados-membros devem “fazer mais” para estreitar as relações com aquele país.

Embora a China seja atualmente o maior parceiro comercial do Brasil, a UE continua a ser o maior investidor no país, sublinhou.

Por isso, destacou a necessidade de fortalecer a cooperação em mais áreas e em particular a necessidade de incluir o Brasil nos objetivos do Pacto Verde Europeu.

Em relação às futuras eleições, o diretor-geral para as Américas do SEAE afirmou: “Assim que tivermos clareza sobre os rumos da política no Brasil para os próximos anos, vamos comprometer-nos com as novas autoridades”, acrescentando que, após as eleições, previstas para 02 de outubro, será “um bom momento para olhar no Brasil com novos olhos”.

O responsável considerou também que, com a atual mudança geopolítica mundial, devem ser feitas adaptações em relação à política europeia na América Latina.

“A América Latina é uma região do mundo que certamente foi um pouco abandonada pela UE, o que foi dado como certo, e agora temos a capacidade e a vontade de fazer algo a respeito disto”, afirmou Glynn.

O presidente da comissão parlamentar de Assuntos Externos, o democrata-cristão alemão David McAllister, destacou, por seu lado, que a UE tem que “reforçar os seus laços com os parceiros latino-americanos” e principalmente com o Brasil como um “parceiro estratégico”.

Neste contexto, considerou que os 27 Estados-membros da UE devem “fazer mais” face à influência “preocupante” que a China está a ganhar naquela região e procurar formas de estreitar as relações.

O Acordo de Associação entre a UE e o Mercosul foi assinado em 2019, após 20 anos de negociações, mas ainda não entrou em vigor, porque depende da ratificação legislativa de todos os envolvidos e há países europeus que duvidam dos compromissos ambientais das nações do bloco sul-americano.

ATR // LFS

By Impala News / Lusa

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