UE espera que ameaça de guerrilheiros não afete a paz em Moçambique

A União Europeia espera que as ameaças feitas por guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) ao presidente do seu próprio partido não prejudiquem o processo de paz, referiu hoje o embaixador no país.

UE espera que ameaça de guerrilheiros não afete a paz em Moçambique

UE espera que ameaça de guerrilheiros não afete a paz em Moçambique

A União Europeia espera que as ameaças feitas por guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) ao presidente do seu próprio partido não prejudiquem o processo de paz, referiu hoje o embaixador no país.

“Espero que não comprometam o processo de paz estas últimas notícias que temos seguido com bastante preocupação”, afirmou Sanchez-Benedito Gaspar, em Chimoio, centro de Moçambique, onde hoje e sexta-feira decorrem encontros de diálogo político entre diplomatas europeus e o Governo moçambicano.

O diplomata considerou crucial o nível de envolvimento e compromisso do presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e do líder da Renamo, Ossufo Momade, e acredita que o processo de pacificação do país está bem dirigido.

“Pode haver pessoas com interesse para fazer fracassar isso, mas acho que o país é forte”, precisou o representante da UE.

Sanchez-Benedito Gaspar afirmou continuar otimista no diálogo para a paz entre o Governo e a Renamo.

“Estamos a avançar com muito otimismo”, disse.

O diplomata referiu que a UE tem apoiado com todos os meios à disposição o processo de normalidade democrática de Moçambique e que espera que o Governo e a Renamo alcancem “avanços concretos nas etapas anunciadas”, para assinatura de um acordo definitivo de paz até agosto.

Na quarta-feira, guerrilheiros da Renamo exigiram – através de uma declaração à imprensa – a demissão de Ossufo Momade e ameaçaram-no de morte, caso não acate a exigência de renúncia, acusando-o de estar a destruir o partido.

A Renamo respondeu hoje através do seu porta-voz, José Manteigas, referindo que Momade mantém o comando do braço armado da organização e classificando como “desertor” o oficial que proferiu as ameaças.

AYAC/LFO (PMA) // JNM

By Impala News / Lusa

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