UE condena nos termos mais fortes violência contra manifestantes pacíficos no Sudão

A União Europeia (UE) condenou hoje, “nos termos mais fortes”, a violência de que foram alvo vários manifestantes civis pacíficos que protestavam no sábado contra o golpe de Estado dos militares no Sudão, no passado dia 25 de outubro.

UE condena nos termos mais fortes violência contra manifestantes pacíficos no Sudão

UE condena nos termos mais fortes violência contra manifestantes pacíficos no Sudão

A União Europeia (UE) condenou hoje, “nos termos mais fortes”, a violência de que foram alvo vários manifestantes civis pacíficos que protestavam no sábado contra o golpe de Estado dos militares no Sudão, no passado dia 25 de outubro.

A condenação, expressa numa declaração de uma porta-voz do Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, surge depois de pelo menos três pessoas terem sido mortas em protestos em massa no Sudão contra o golpe, de acordo com o Comité Médico Sudanês.

A porta-voz disse que também estão “muito preocupados” com a detenção de jornalistas neste país africano e salientou que “a liberdade de expressão, o acesso à informação e a capacidade de comunicar são partes integrantes das liberdades básicas e dos direitos humanos universais”.

A UE apelou novamente à libertação de todas as pessoas detidas desde 25 de outubro, incluindo jornalistas.

“Consideraremos as autoridades responsáveis pelas violações dos direitos humanos e pela falta de proteção da população civil, induzidas desde o fim do processo de transição democrática”, segundo a declaração.

A UE apelou aos militares para que voltem ao caminho do “diálogo justo e aberto com os civis”, como aconteceu em agosto de 2019, e observou que as intervenções do exército desde o golpe “estão a arruinar muito do progresso feito sob o regime civil, no pleno respeito pelas aspirações democráticas da população sudanesa”.

“Isto terá consequências graves para o apoio da UE”, que o povo sudanês “não merece”, advertiu, sublinhando que “só um regresso ao diálogo inclusivo assegurará a liberdade, a paz e a justiça para todos no Sudão”.

Nos últimos dias, a comunidade internacional e organizações como as Nações Unidas têm instado os militares sudaneses que perpetraram o golpe a permitir que os cidadãos protestem livremente, após as manifestações que se seguiram ao golpe terem resultado em pelo menos 14 mortes.

Em 25 de outubro, o líder militar sudanês, general Abdelfatah al Burhan, declarou o estado de emergência e dissolveu os corpos criados para a transição democrática no país africano, além de prender o primeiro-ministro, Abdullah Hamdok, que se encontra em prisão domiciliária.

SMM // CSJ

By Impala News / Lusa

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