Rússia nega ataque a estação de Kramatorsk e aponta dedo à Ucrânia

A Rússia negou hoje que as suas forças armadas tenham atacado com mísseis a estação ferroviária de Kramatorsk, que, segundo as autoridades locais, provocou pelo menos 35 mortos e 100 feridos.

Rússia nega ataque a estação de Kramatorsk e aponta dedo à Ucrânia

Rússia nega ataque a estação de Kramatorsk e aponta dedo à Ucrânia

A Rússia negou hoje que as suas forças armadas tenham atacado com mísseis a estação ferroviária de Kramatorsk, que, segundo as autoridades locais, provocou pelo menos 35 mortos e 100 feridos.

A Rússia negou hoje que as suas forças armadas tenham realizado o ataque à estação ferroviária de Kramatorsk com mísseis, no leste da Ucrânia, que, segundo as autoridades locais, provocou pelo menos 35 mortos e 100 feridos. “Todas as acusações de representantes do regime nacionalista de Kiev de que a Rússia realizou um ataque com mísseis na estação ferroviária de Kramatorsk são uma provocação e não correspondem à verdade”, disse o Ministério da Defesa, num comunicado publicado na sua página oficial na rede de mensagens Telegram. O ataque atingiu hoje de manhã a estação ferroviária quando “milhares de civis” esperavam no local para fugir da região, segundo o governador da região de Donetsk.

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Pelo menos 35 pessoas morreram e 100 ficaram feridas, de acordo com informações provisórias dos serviços de socorro locais, citados pelas agências internacionais. Kramatorsk, cidade na região do Donbass, está sob controlo das forças de Kiev. “As forças armadas russas não tinham qualquer missão de ataque planeada para 08 de abril na cidade de Kramatorsk”, acrescentou o ministério russo. “Sublinhamos que os mísseis táticos Tochka-U, cujos restos foram encontrados nas proximidades da estação de Kramatorsk e [cujas imagens] foram divulgadas por testemunhas, são usados apenas pelas forças armadas ucranianas”, adiantou ainda.

A suspeita levantada pelo Ministério da Defesa russo foi secundada por uma acusação mais direta feita pelas milícias pró-Rússia de Donetsk, leste da Ucrânia, que apontaram o dedo diretamente a Kiev, referindo que a responsabilidade do ataque foi das forças ucranianas. “O exército ucraniano atacou Kramatorsk”, afirmou o gabinete de defesa territorial das milícias, citado pela agência Interfax. Kramatorsk é considerada a base militar ucraniana da região de Donetsk, situada na região de Donbass. Também os separatistas referiram que o ataque foi realizado com mísseis táticos Tochka-U, cujos fragmentos caíram nas proximidades da estação de comboios, garantindo que o exército russo não possui este tipo de mísseis.

Imagens em direto da Guerra na Ucrânia

A Rússia tem negado sistematicamente ter provocado a morte de civis na Ucrânia, onde lançou uma grande ofensiva militar em 24 de fevereiro. A ofensiva militar já matou pelo menos 1.611 civis, incluindo 131 crianças, e feriu 2.227, entre os quais 191 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior. A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,3 milhões para os países vizinhos. Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária. A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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