Ucrânia: Rússia acusa Kiev de novos ataques a central nuclear de Zaporijia

A Rússia acusa Kiev de ter lançado uma nova série de ataques contra a central nuclear de Zaporijia, quando se intensificam os combates na península de Kinbourne e as forças aéreas russas realizaram ataques em Kherson.

Ucrânia: Rússia acusa Kiev de novos ataques a central nuclear de Zaporijia

Ucrânia: Rússia acusa Kiev de novos ataques a central nuclear de Zaporijia

A Rússia acusa Kiev de ter lançado uma nova série de ataques contra a central nuclear de Zaporijia, quando se intensificam os combates na península de Kinbourne e as forças aéreas russas realizaram ataques em Kherson.

O porta-voz do Ministério de Defesa russo, Igor Konashenkov, disse que a Ucrânia voltou a atacar a central nuclear de Zaporijia, como ato de “provocação”, alegando que as forças comandadas por Kiev estão a tentar “criar uma ameaça de desastre”.

“A situação de radiação na central nuclear ainda está normal”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, acrescentando que, contudo, os ataques atribuídos aos ucranianos em Zaporijia estão a provocar “extrema preocupação” em Moscovo.

A AIEA informou na segunda-feira que, apesar dos fortes bombardeamentos sofridos no fim de semana pela central de Zaporijia, não existem “preocupações imediatas de segurança”.

“O estado das seis unidades do reator é estável, e foi confirmada a integridade do combustível usado, do combustível fresco e dos resíduos radioativos de baixa, média e alta atividades nos respetivos armazéns”, indicou a AIEA num comunicado.

Os quatro especialistas internacionais que se encontram na maior central nuclear da Europa — sob ocupação russa — receberam primeiro informação da direção e depois realizaram uma inspeção para ver em primeira mão os danos causados pelos bombardeamentos de sábado e domingo.

Grossi considerou no domingo que os ataques à central de Zaporijia foram “absolutamente deliberados, direcionados” e classificou a situação como “extremamente grave”.

“Uma boa dúzia de ataques” atingiu a central, segundo Grossi, que, sem atribuir responsabilidade às forças russas ou ucranianas, ficou indignado por haver quem considere uma central nuclear “um alvo militar legítimo”.

Hoje, a atividade das forças ucranianas tem estado concentrada na região de Mikolaiv, para tentar recuperar território ocupado, enquanto Moscovo retalia por causa da expulsão das suas forças de Kherson.

“Ainda temos três localidades (para serem tomadas) na península de Kinbourne” antes de libertar completamente a região de Mikolaiv, disse o governador regional, Vitali Kim.

Na segunda-feira, a porta-voz do Comando Sul do exército ucraniano, Natalia Goumeniouk, tinha indicado que “está em curso uma operação militar” na referida península, “em modo silencioso”.

A captura pelo exército ucraniano das últimas três aldeias da região de Mikolaiv, conquistadas às forças russas, é uma importante vitória para Kiev, poucos dias depois de ter expulsado as tropas de Moscovo de Kherson, a principal cidade ocupada até esse momento.

Contudo, hoje, as autoridades ucranianas informaram que a Força Aérea russa realizou novos ataques em 12 áreas da região de Kherson, que provocaram a morte de pelo menos três pessoas e ferimentos em sete outras.

Nos últimos dias, a Rússia já tinha bombardeado esta região, em retaliação pela expulsão do seu Exército pelas forças ucranianas, em 11 de novembro.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

RJP // PDF

By Impala News / Lusa

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