Pelo menos 10 mortos em ataque ao centro de Kharkiv

Os socorristas ucranianos deram conta de pelo menos 10 mortos no bombardeamento de hoje de manhã no centro de Kharkiv, a segunda cidade da Ucrânia, perto da fronteira russa.

Pelo menos 10 mortos em ataque ao centro de Kharkiv

Pelo menos 10 mortos em ataque ao centro de Kharkiv

Os socorristas ucranianos deram conta de pelo menos 10 mortos no bombardeamento de hoje de manhã no centro de Kharkiv, a segunda cidade da Ucrânia, perto da fronteira russa.

“Pelo menos 10 pessoas morreram, mais de 20 ficaram feridas. Os socorristas e os voluntários salvaram dos escombros 10 pessoas, segundo um balanço preliminar”, indicou o serviço ucraniano das situações de emergência. A mesma fonte divulgou imagens dos socorristas a assistirem as vítimas saídas dos escombros da sede da administração local atingida esta manhã. A praça central onde se situa este edifício estava repleta de destroços, com uma viatura totalmente destruída no meio, segundo um fotógrafo da agência AFP no local. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou um “crime de guerra”. A Rússia nega ter atingido alvos não militares.

Cerca de 1,4 milhões de habitantes vivem habitualmente em Kharkiv, uma cidade largamente russófona na fronteira com a Rússia, já atingida pelas forças russas, que invadiram a Ucrânia a 24 de fevereiro por ordem do Presidente russo, Vladimir Putin. As autoridades locais disseram que repeliram na segunda-feira um “avanço” das tropas terrestres russas. A ofensiva militar russa na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, já matou mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev.

A ONU deu conta de um milhão de deslocados no interior da Ucrânia e mais de 660.000 refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia. O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário. O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

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