Ucrânia: Mais de 4,9 milhões de ucranianos fugiram do país desde o início da guerra

Mais de 4,9 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa, sendo cerca de 90% mulheres e crianças, segundo dados divulgados hoje pelo ACNUR.

Ucrânia: Mais de 4,9 milhões de ucranianos fugiram do país desde o início da guerra

Ucrânia: Mais de 4,9 milhões de ucranianos fugiram do país desde o início da guerra

Mais de 4,9 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa, sendo cerca de 90% mulheres e crianças, segundo dados divulgados hoje pelo ACNUR.

Kiev, 18 abr 2022 (Lusa) — Mais de 4,9 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa, sendo cerca de 90% mulheres e crianças, segundo dados divulgados hoje pelo Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

O ACNUR assinalou hoje exatamente 4.934.415 refugiados ucranianos, mais 65.396 do que na última contagem, divulgada no domingo.

Segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM), cerca de 215.000 não ucranianos também fugiram do país, por vezes encontrando dificuldades para regressar ao seu país de origem.

Estes cidadãos de países terceiros que fugiram da Ucrânia, pessoas que não tinham nacionalidade ucraniana nem do país em que entraram, são principalmente estudantes e trabalhadores migrantes.

A Europa não registava um fluxo de refugiados tão grande desde a Segunda Guerra Mundial.

Cerca de 90% dos que fugiram da Ucrânia são mulheres e crianças, sendo que as autoridades ucranianas não permitem a saída de homens com idades compreendidas entre os 18 e os 60 anos, ou seja, em idade militar.

A OIM estima ainda o número de deslocados internos em 7,1 milhões de pessoas.

“Para a maioria das mulheres e crianças, os refugiados da Ucrânia enfrentam um risco maior de serem vítimas de exploração sexual, violações e tráfico humano”, alertou o ACNUR.

No total, mais de 12 milhões de pessoas tiveram que deixar as suas casas e cruzar a fronteira para chegar a países vizinhos ou encontrar refúgio em outros locais na Ucrânia.

Quase dois terços das crianças ucranianas foram forçadas a deixar as suas casas, incluindo aquelas que ainda estão no país.

Antes do conflito, a Ucrânia tinha mais de 37 milhões de pessoas nos territórios controlados por Kiev, ou seja, excluindo a Crimeia, no sul, anexada em 2014 pela Rússia, ou as áreas orientais controladas pelos separatistas pró-russos desde o mesmo ano.

A Polónia é o país que acolheu até agora o maior número de refugiados, tendo recebido já quase 2,8 milhões, ou seja, seis em cada dez, e muitos seguiram para outros países.

O ACNUR revelou ainda que até hoje 743.880 refugiados ucranianos deixaram o seu país rumo à Roménia, chegando em grande parte via Moldova, antes de continuarem a movimentar-se para outros países.

Já o número de refugiados ucranianos na Rússia é estimado em 522.404, sendo que, entre 18 e 23 de fevereiro, 105.000 pessoas cruzaram os territórios separatistas pró-russos Donetsk e Lugansk rumo ao país invasor.

A Hungria (461.539), Moldova (423.852), Eslováquia (337.311) e Bielorrússia (23.469) também têm sido países de destino para refugiados ucranianos.

A Comissão Europeia tem incentivado os refugiados ucranianos a estabelecerem-se num país da União Europeia que seja capaz de suportar os encargos financeiros.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou quase dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra causou a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, mais de 5 milhões das quais para os países vizinhos.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

 

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By Impala News / Lusa

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