Ucrânia: Lula da Silva desaparece de lista de pessoas que promovem propaganda russa

O nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou de constar numa lista com personalidades acusadas de promoverem propaganda russa, formulada pelo Centro de Combate à Desinformação, que integra o Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia.

Ucrânia: Lula da Silva desaparece de lista de pessoas que promovem propaganda russa

Ucrânia: Lula da Silva desaparece de lista de pessoas que promovem propaganda russa

O nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou de constar numa lista com personalidades acusadas de promoverem propaganda russa, formulada pelo Centro de Combate à Desinformação, que integra o Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia.

A informação sobre a retirada do nome do ex-presidente brasileiro foi divulgada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo, que também questionou o governo de Kiev, por email, sobre o caso, mas não obteve resposta.

O ex-presidente brasileiro terá sido incluído na lista por ter declarado numa entrevista à revista Time que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, era tão culpado quanto o Presidente russo, Vladimir Putin, pela guerra na Ucrânia.

“Fico vendo o Presidente da Ucrânia na televisão como se estivesse festejando, sendo aplaudido em pé por todos os parlamentos, sabe? Essa cara é tão responsável quanto o Putin. Ele é tão responsável quanto o Putin. Porque numa guerra não tem apenas um culpado”, disse o ex-presidente Lula da Silva.

O Governo ucraniano também alegava que o líder progressita brasileiro teria dito que a Rússia “deve liderar a nova ordem mundial”, mas tal comentário foi negado pela assessoria do ex-presidente, que disse à Lusa que esta frase nunca foi proferida por ele e defendeu que a primeira razão apontada por Kiev está descontextualizada.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro e a ofensiva militar já matou mais de 5.100 civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar russa causou a fuga de mais de 16 milhões de pessoas, das quais mais de 5,9 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

CYR (MIM) // JH

By Impala News / Lusa

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