Londres teme aumento de baixas civis na Ucrânia com mudança de estratégia russa

O Ministério da Defesa britânico alertou hoje para um possível aumento das baixas civis na guerra na Ucrânia devido a uma mudança de estratégia dos militares russos.

Londres teme aumento de baixas civis na Ucrânia com mudança de estratégia russa

Londres teme aumento de baixas civis na Ucrânia com mudança de estratégia russa

O Ministério da Defesa britânico alertou hoje para um possível aumento das baixas civis na guerra na Ucrânia devido a uma mudança de estratégia dos militares russos.

Numa atualização da informação militar divulgada no Twitter, a Defesa do Reino Unido disse que os militares russos foram obrigados a mudar a sua abordagem operacional na Ucrânia e estão agora a seguir uma “estratégia de desgaste”. “Isto é suscetível de envolver o uso indiscriminado do fogo, resultando no aumento das baixas civis, na destruição das infraestruturas ucranianas e na intensificação da crise humana”, segundo o relatório citado pela agência espanhola EFE. Os combates na Ucrânia, que entraram hoje no 24.º dia, provocaram um número ainda por determinar de baixas civis e militares.

Corpos de civis abandonados nas ruas por entre prédios em esqueleto. A imagem descreve os ataques indiscriminados russos à Ucrânia. Biden acusa Putin de ser “criminoso de guerra” e Schwarzenegger pede-lhe que pare a guerra (… continue a ler aqui)

A ONU confirmou a morte de 816 civis até quinta-feira, incluindo 59 crianças, mas tem alertado que os números reais “são consideravelmente mais elevados”. No relatório divulgado hoje, o Ministério da Defesa britânico considerou que a Rússia ainda não atingiu nenhum dos seus objetivos iniciais na Ucrânia e que as suas tropas foram surpreendidas pela “escala e ferocidade” da resistência ucraniana. A Defesa britânica disse ainda que o Presidente russo, Vladimir Putin, “apertou o seu controlo sobre os meios de comunicação social” na Rússia.

“O Kremlin [Presidência] está a tentar controlar a narrativa, minimizar os problemas operacionais e obscurecer o elevado número de baixas russas”, segundo a Defesa britânica. Numa entrevista divulgada hoje, a chefe da diplomacia britânica, Liz Truss, advertiu que a Rússia poderá estar a usar as conversações de paz com a Ucrânia como uma “cortina de fumo” para reagrupar tropas para uma nova ofensiva. “Se um país leva as negociações [de paz] a sério, não bombardeia indiscriminadamente os civis”, disse Truss na entrevista ao jornal britânico The Times, citada pela EFE.

Truss admitiu que cabe ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, escolher a forma como o seu país aborda as conversações de paz. “É claro que a Ucrânia é uma nação soberana e tem todo o direito de empreender qualquer processo de negociação como achar conveniente”, afirmou. No entanto, disse estar “muito cética” sobre as negociações e insistiu que se assiste a uma tentativa de “criar espaço” para as tropas russas se reagruparem. “Não vemos qualquer retirada séria das tropas russas ou quaisquer propostas sobre a mesa”, referiu.

A guerra na Ucrânia foi desencadeada pela Rússia, que lançou uma ofensiva militar contra o país vizinho em 24 de fevereiro. Além de baixas civis e militares, a guerra também provocou mais de 3,2 milhões de refugiados, na pior crise do género na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia. A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e impôs sanções económicas e políticas a Moscovo.

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