Ucrânia: Brasil oferece-se para substituir dependência energética e agrícola europeia

O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, salientou que o seu país pode ser “a solução” para a Europa resolver os seus problemas geoestratégicos de abastecimento energético e agrícola após a guerra na Ucrânia.

Ucrânia: Brasil oferece-se para substituir dependência energética e agrícola europeia

Ucrânia: Brasil oferece-se para substituir dependência energética e agrícola europeia

O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, salientou que o seu país pode ser “a solução” para a Europa resolver os seus problemas geoestratégicos de abastecimento energético e agrícola após a guerra na Ucrânia.

Brasil oferece-se para substituir dependência energética e agrícola europeia. Numa entrevista à agência espanhola Efe, Paulo Guedes garantiu que o Brasil pode assegurar “segurança” no abastecimento dessas matérias-primas, numa altura em que “todos estão a recalcular os riscos geopolíticos” depois da guerra na Ucrânia.

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O responsável governamental sublinhou que o Brasil deve tornar-se mais importante numa altura em que as diferentes regiões do mundo estão a analisar uma possível “deslocalização industrial” para evitar os problemas sofridos com a logística, o transporte ou a falta de produtos, como os semicondutores.

Os investimentos industriais que anteriormente eram feitos na Ásia “podem agora ser relocalizados para a América Latina”, afirmou Paulo Guedes, recordando que o Ocidente tem uma história e relações muito estreitas com aquela região em que países como Espanha e Portugal desempenharam um papel pioneiro.

Numa altura de “sombras” na política internacional e face aos problemas e dependência do Velho Continente do gás, fertilizantes e petróleo russo, ou cereais produzidos na Ucrânia, o ministro recordou a possibilidade de “o Brasil tomar o seu lugar” como produtor de matérias-primas e produtos agroalimentares básicos, como o milho, num ambiente económico e regulamentar de que já usufruíram empresas espanholas como a Telefónica, Santander, Iberdrola, Mapfre, Acciona e Repsol, entre outras.

O ministro insistiu na sua convicção de que nos próximos anos o Brasil será um “foco de investimento” e desenvolvimento para os europeus, numa altura em que o país “pode absorver com sucesso o investimento que chega” e fornecer matérias-primas, produtos e energia para o resto do mundo.

O Brasil está em processo de privatização de empresas nacionais e irá implementar incentivos fiscais para atrair investimento, com estabilidade regulamentar e “a segurança de que os contratos serão honrados”, assegurou Paulo Guedes na entrevista à Efe.

O responsável governamental brasileiro também sublinhou que o Governo brasileiro “promoverá e investirá na exploração de energias limpas cuidando do meio ambiente” e convida a que se analisem os problemas de dependência energética da Rússia e o potencial de alguns países da América Latina.

Paulo Guedes encontra-se na Europa para reuniões com autoridades governamentais, empresários e executivos franceses e espanhóis.

Na sua agenda oficial tem previsto tratar principalmente do processo de adesão do Brasil à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), cuja sede se encontra em Paris.

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