Ucrânia: Borell sublinha eficácia “muito grande” no apoio militar da UE

O Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, afirmou hoje que o apoio militar da UE à Ucrânia está a ter “uma eficácia muito grande”, na resposta à invasão russa.

Ucrânia: Borell sublinha eficácia

Ucrânia: Borell sublinha eficácia “muito grande” no apoio militar da UE

O Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, afirmou hoje que o apoio militar da UE à Ucrânia está a ter “uma eficácia muito grande”, na resposta à invasão russa.

Falando no Parlamento Europeu, na comissão para os Negócios Estrangeiros, Joseph Borrell explicou que já está em curso a segunda tranche de cerca de mil milhões de euros de apoio militar à Ucrânia e que não está previsto nenhum aumento da ajuda financeira. Borell indicou que o apoio militar da UE está a chegar através de centros logísticos situados junto das fronteiras com a Ucrânia.

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O responsável da diplomacia considerou que sem este apoio militar, em particular sem as armas de defesa anti-tanques e anti-aéreas, as perdas na Ucrânia “seriam muito mais graves”. Joseph Borrell revelou ainda que a União Europeia apoiará a procuradoria do Tribunal Penal Internacional numa investigação sobre possíveis crimes de guerra cometidos pela Rússia na Ucrânia.

Não está previsto nenhum aumento da ajuda financeira

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.151 civis, incluindo 103 crianças, e feriu 1.824, entre os quais 133 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior. A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 3,8 milhões de refugiados em países vizinhos e quase 6,5 milhões de deslocados internos. A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia. A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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