Ucrânia: Autoridades confirmam tomada russa de Kherson

Autoridades ucranianas confirmaram a tomada da cidade portuária de Kherson, no sul do país, captura que a Rússia tinha anunciado na manhã de quarta-feira.

Ucrânia: Autoridades confirmam tomada russa de Kherson

Ucrânia: Autoridades confirmam tomada russa de Kherson

Autoridades ucranianas confirmaram a tomada da cidade portuária de Kherson, no sul do país, captura que a Rússia tinha anunciado na manhã de quarta-feira.

Autoridades ucranianas confirmaram hoje a tomada da cidade portuária de Kherson, no sul do país, por parte de tropas russas, uma captura que a Rússia tinha anunciado na manhã de quarta-feira. Kherson, com cerca de 290 mil habitantes, é o maior centro urbano capturado pelas forças russas desde que a invasão começou, em 24 de fevereiro. O chefe da administração regional de Kherson, Gennadi Lakhouta, pediu aos moradores, através da plataforma Telegram, que fiquem em casa, indicando que “os ocupantes estão em todas as partes da cidade e são muito perigosos”.

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O presidente da câmara municipal da cidade, Igor Kolykhaiev, anunciou que se havia reunido com tropas russas num prédio da administração de Kherson. “Não tínhamos armas e não fomos agressivos. Mostramos que estamos a trabalhar para proteger a cidade. E a tentar lidar com as consequências da invasão”, disse, numa publicação na rede social Facebook. “Estamos a ter enormes dificuldades com recolha de corpos e enterros, entrega de alimentos e remédios, recolha de lixo, gestão de acidentes, etc.”, acrescentou Kolykhaiev. O responsável assegurou que “não fez promessas” aos russos. E “simplesmente pediu para não disparar contra as pessoas”. E para que seja permitido a recolha dos corpos que se encontram nas ruas de Kherson.

 “Não tínhamos armas e não fomos agressivos. Mostramos que estamos a trabalhar para proteger a cidade”

O gabinete do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse à agência de notícias Associated Press que não iria comentar a situação em Kherson enquanto os combates ainda decorrerem. O porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, disse que Kherson está sob “controlo total” dos militares russos. O porta-voz disse que a infraestrutura civil da cidade, instalações essenciais e transporte estão a funcionar com normalidade. E que não há escassez de alimentos de outros bens essenciais.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar com três frentes na Ucrânia. Com forças terrestres e bombardeamentos em várias cidades. As autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças. E, segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de 100 mil deslocados. E pelo menos 836 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou a “operação militar especial” na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar o país vizinho. Afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário. O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional. A União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia. E o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.

 

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