Ucrânia: Ataque a Lviv mostra que nenhuma parte do país é poupada pelo Kremlin – Borrell

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, condenou hoje os “contínuos e ilegais bombardeamentos” das tropas russas na Ucrânia, lamentando o ataque de hoje a Lviv, que “mostra que nenhuma parte do país é poupada”.

Ucrânia: Ataque a Lviv mostra que nenhuma parte do país é poupada pelo Kremlin - Borrell

Ucrânia: Ataque a Lviv mostra que nenhuma parte do país é poupada pelo Kremlin – Borrell

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, condenou hoje os “contínuos e ilegais bombardeamentos” das tropas russas na Ucrânia, lamentando o ataque de hoje a Lviv, que “mostra que nenhuma parte do país é poupada”.

“A Ucrânia está a ser atingida pelos ataques de mísseis mais intensos por parte da Federação Russa há semanas. A UE condena os contínuos, indiscriminados e ilegais bombardeamentos pelas forças armadas russas que afetam civis e infraestruturas civis”, reage Josep Borrell, numa posição hoje divulgada.

No dia em que as tropas russas atacaram com mísseis a cidade de Lviv (oeste), o Alto Representante da UE para a Política Externa lamenta em comunicado que este ataque “a Lviv e outras cidades na Ucrânia ocidental mostra que nenhuma parte do país é poupada da ofensiva insensata do Kremlin [Presidência russa]”.

“A UE apoia ativamente o trabalho do Tribunal Penal Internacional e as medidas para assegurar a responsabilização pelas violações dos direitos humanos e do direito humanitário internacional”, adianta Josep Borrell, sublinhando que “não pode haver impunidade para os crimes de guerra”.

“A Rússia tem de cessar imediata e incondicionalmente as hostilidades e retirar todas as forças e equipamento militar da Ucrânia”, exorta ainda o chefe da diplomacia da UE.

As forças russas atacaram hoje Lviv e atingiram diversos alvos em várias regiões da Ucrânia, numa aparente tentativa de eliminar as defesas do país antes do assalto em larga escala ao leste.

De acordo com o governador de Lviv, Maksym Kozytskyy, pelo menos sete pessoas foram mortas nos ataques, que causaram também “11 feridos, incluindo uma criança”. Três dos feridos encontram-se “em estado grave”, adiantou.

Em quase dois meses de conflito, a região de Lviv apenas registou ataques esporádicos e tornou-se no refúgio de numerosos civis, em fuga dos intensos combates noutras zonas do país.

A cidade também se tornou numa importante região de passagem de diversos tipos de armamento fornecido pela NATO a Kiev e de combatentes estrangeiros que se têm juntado à causa ucraniana.

Lviv é a maior cidade do oeste da Ucrânia e um importante eixo de transportes, situando-se a apenas 80 quilómetros da Polónia, um Estado-membro da NATO.

Também hoje, uma potente explosão atingiu igualmente Vasylkiv, uma cidade a sul da capital, Kiev, e onde se situa uma base militar aérea, de acordo com residentes locais citados pela agência noticiosa Associated Press.

Os analistas militares referiram que a Rússia está a aumentar os seus ataques a fábricas de armamento, linhas de caminho de ferro e outras infraestruturas ao longo de todo o país para enfraquecer a capacidade da Ucrânia em resistir à anunciada ofensiva na região do Donbass, a zona industrial do leste com maioria de população russófona.

A ofensiva militar lançada pela Rússia na Ucrânia já matou mais de dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra causou a fuga de cerca de 12 milhões de pessoas, mais de cinco milhões das quais para os países vizinhos.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

ANE (PCR) // PDF

By Impala News / Lusa

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