Ucrânia: Alemanha reserva dois mil milhões de euros para apoiar refugiados

O chanceler alemão, Olaf Scholz, anunciou que o governo federal vai reservar dois mil milhões de euros este ano para alojar e integrar os refugiados ucranianos já na Alemanha

Ucrânia: Alemanha reserva dois mil milhões de euros para apoiar refugiados

Ucrânia: Alemanha reserva dois mil milhões de euros para apoiar refugiados

O chanceler alemão, Olaf Scholz, anunciou que o governo federal vai reservar dois mil milhões de euros este ano para alojar e integrar os refugiados ucranianos já na Alemanha

O chanceler alemão, Olaf Scholz, anunciou que as autoridades federais vão reservar dois mil milhões de euros este ano para alojar e integrar os refugiados ucranianos já na Alemanha. Depois de uma reunião, na quinta-feira, com as autoridades estaduais, o Governo alemão disse que os refugiados ucranianos vão receber, a partir de junho, os subsídios mínimos da segurança social, noticiou o jornal Sueddeutsche Zeitung. Os estados da Alemanha vão receber, este ano, dois mil milhões de euros, sendo que 500 milhões se destinam a ser uma espécie de adiantamento para cobrir os subsídios para os refugiados.

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Outros 500 milhões serão para apoiar os municípios com custos habitacionais e o restante destina-se a contribuir “para os outros custos dos estados federais, como creche e educação, bem como custos de saúde e assistência”, explicou Scholz. O chanceler alemão afirmou que a decisão lança as bases para que o país permaneça unido e se concentre na tarefa concreta de integração dos refugiados ucranianos “Para nós, os governos federal e estaduais, solidariedade significa garantir que os refugiados da Ucrânia sejam bem recebidos. Mais de 300.000, muitas vezes crianças, mães e idosos, chegaram até agora. Eles devem poder viver, aprender e trabalhar aqui com segurança. Juntos vamos tornar isso possível”, destacou Scholz, na rede social Twitter.

No final da reunião, o primeiro-ministro da Renânia do Norte-Vestfália, estado mais populoso do país, e atual presidente da Conferência de Primeiros-Ministros, Hendrik Wüstd, declarou que alguns estados “podiam ter imaginado um apoio ainda maior do governo federal”. No entanto, o responsável considerou este compromisso viável. Por sua vez, a autarca de Berlim, Franziska Giffey, defendeu que desta vez os governos federal e estaduais estão a lidar muito melhor com os fluxos de refugiados do que no passado.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,3 milhões para os países vizinhos. Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária. A guerra matou pelo menos 1.611 civis, incluindo 131 crianças, e feriu 2.227, entre os quais 191 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior. A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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