Trump otimista sobre acordo comercial com China, mas sem data de cimeira com Xi

O Presidente norte-americano declarou-se otimista quanto à possibilidade de chegar a acordo comercial com a China, sem todavia anunciar uma cimeira com o seu homólogo chinês.

Trump otimista sobre acordo comercial com China, mas sem data de cimeira com Xi

Trump otimista sobre acordo comercial com China, mas sem data de cimeira com Xi

O Presidente norte-americano declarou-se otimista quanto à possibilidade de chegar a acordo comercial com a China, sem todavia anunciar uma cimeira com o seu homólogo chinês.

Washington, 05 abr (Lusa) — O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou-se na quinta-feira otimista quanto à possibilidade de chegar a acordo comercial com a China, sem todavia anunciar uma cimeira com o seu homólogo chinês para formalizar o fim da guerra comercial.

Os Estados Unidos e a China estão desde o início deste ano envolvidos em duras negociações de desfecho incerto e, no final de janeiro, Trump colocou a ideia de uma cimeira com o chefe de Estado chinês, Xi Jinping, para remover os últimos obstáculos a um acordo.

“Estamos muito perto de assinar um acordo. Os progressos estão a ser muito rápidos (…) Há boas hipóteses de que isso (a assinatura de um acordo) aconteça e isso seria muito bom para toda a gente”, afirmou o Presidente dos Estados Unidos na sala oval, na presença do líder da equipa negocial chinesa, o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He.

“Se tivermos um acordo, faremos uma cimeira. Saberemos provavelmente durante as próximas quatro semanas”, disse ainda o inquilino da Casa Branca.

Liu He, que estava inicialmente previsto ficar apenas dois dias em Washington, vai prosseguir hoje as negociações com o representante norte-americano para o Comércio Robert Lighthizer, indicou fonte próxima do processo.

Além de Lighthizer, o chefe da equipa negocial da China reuniu-se na quarta e na quinta-feira com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

Washington, que quer reequilibrar as trocas comerciais com o seu parceiro asiático, exige mudanças “estruturais” do sistema económico chinês, ainda dominado por grupos públicos subvencionados pelo Estado.

Donald Trump condena o desequilíbrio comercial entre os dois parceiros: no ano passado, o défice dos Estados Unidos no comércio de mercadorias com a China aumentou novamente 11,6%, para 419,16 mil milhões de dólares.

Há vários meses que o Presidente da principal potência mundial envia sinais contraditórios, ora congratulando-se com os avanços feitos nas conversações, ora brandindo a ameaça de não assinar um acordo.

“É preciso que seja um bom acordo. Se não for um bom acordo, não assinaremos”, advertiu mais uma vez na quinta-feira, antes da reunião com o líder negocial chinês.

O chefe da equipa de negociadores norte-americana, Lighthizer, considerou, por sua vez, que ainda há “grandes pontos” de litígio para resolver, mas sem fornecer mais pormenores.

Para obrigar Pequim a alterar as suas práticas consideradas “desleais”, Washington impôs, em 2018, taxas adicionais de 10% a 25% a mais de 250 mil milhões de dólares de mercadorias e Trump ameaçou taxar a totalidade das importações provenientes da China (539,5 mil milhões em 2018).

Pequim respondeu taxando os cerca de 120 mil milhões de importações norte-americanas.

Enquanto a China pretende o levantamento total ou parcial destas taxas para assinar um acordo, a Administração Trump gostaria de manter esta “espada de Dâmocles” para garantir que as medidas aceites por Pequim são realmente aplicadas.

ANC // SR

By Impala News / Lusa

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