Tribunal ordena regresso ao trabalho dos pilotos grevistas da Kenya Airways

O tribunal de Relações Laborais de Nairobi ordenou hoje que os pilotos da companhia Kenya Airways regressem ao trabalho até às 06:00 desta quarta-feira “impreterivelmente”, terminando a greve iniciada no sábado, apesar de uma proibição judicial.

Tribunal ordena regresso ao trabalho dos pilotos grevistas da Kenya Airways

Tribunal ordena regresso ao trabalho dos pilotos grevistas da Kenya Airways

O tribunal de Relações Laborais de Nairobi ordenou hoje que os pilotos da companhia Kenya Airways regressem ao trabalho até às 06:00 desta quarta-feira “impreterivelmente”, terminando a greve iniciada no sábado, apesar de uma proibição judicial.

O tribunal também pediu à direção da empresa, que descreveu a greve como “ilegal”, para deixar os pilotos “desempenharem as suas funções sem assédio ou intimidação e, acima de tudo, para não tomarem qualquer ação disciplinar contra eles, enquanto se aguarda a investigação e decisão” do caso, segundo a decisão da juíza Anna Mwaure.

Na terça-feira, estiveram em julgamento 11 membros da associação de pilotos quenianos (Kalpa), um sindicato que representa a profissão que instigou a greve, por terem avançdo com a paralisação apesar de uma decisão judicial em 31 de outubro que a proibia.

A greve, que começou na manhã de sábado (03:00 em Lisboa) no Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta de Nairobi, provocou o cancelamento de dezenas de voos, afetando dezenas de milhares de passageiros e ameaçando minar a situação económica da Kenya Airways, que tem sido deficitária nos últimos anos.

Hoje, no quarto dia da greve, a Kenya Airways anunciou que, tal como no dia anterior, “a maioria” dos seus voos foram cancelados.

No domingo, 56 voos foram cancelados, o que perturbou os planos de 12.000 passageiros, de acordo com a companhia.

Os pilotos estão a exigir o restabelecimento das contribuições para um fundo de previdência e o pagamento de salários não pagos durante a pandemia de covid-19.

A empresa disse que a greve era “ilegal” e anunciou na segunda-feira à tarde que iria “retirar imediatamente” o acordo de reconhecimento mútuo e o acordo coletivo assinado com o sindicato.

A Kenya Airways, propriedade do Estado queniano e do grupo Air France-KLM, é uma das maiores companhias aéreas de África, ligando vários países à Europa e à Ásia.

A greve agravou as dificuldades enfrentadas pela companhia aérea nacional do Quénia, que tem vindo a registar prejuízos há anos, apesar das injeções regulares de milhões de dólares por parte do Governo. A empresa estimou que a greve estava a causar perdas de 2,5 milhões de dólares (2,51 milhões de euros) por dia.

Em agosto, a companhia anunciou uma perda semestral de 81,5 milhões de dólares (81,23 milhões de euros) devido aos elevados custos de combustível, apesar de uma injeção governamental de 520 milhões de dólares (518 milhões de euros).

Na semana passada, a direção disse que estava a caminho da recuperação, com pelo menos 250.000 passageiros por mês, e que visava reduzir os seus custos operacionais globais em 10% até ao final de 2023.

A Kenya Airways foi fundada em 1977, após o desaparecimento da East African Airways e transporta mais de quatro milhões de passageiros para 42 destinos por ano.

 

CAZM/JH // JH

By Impala News / Lusa

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