Trabalho temporário sobe 4,7% no 1.º trimestre para 100.606 colocações

O número de colocações em trabalho temporário aumentou 4,7% no primeiro trimestre face ao período homólogo, para 100.606, mas ainda inferior a 2019 e 2020, segundo o barómetro da APESPE-RH e do ISCTE divulgado hoje.

Trabalho temporário sobe 4,7% no 1.º trimestre para 100.606 colocações

Trabalho temporário sobe 4,7% no 1.º trimestre para 100.606 colocações

O número de colocações em trabalho temporário aumentou 4,7% no primeiro trimestre face ao período homólogo, para 100.606, mas ainda inferior a 2019 e 2020, segundo o barómetro da APESPE-RH e do ISCTE divulgado hoje.

“Apesar do crescimento em relação ao ano passado, os valores estão ainda -3,2% abaixo das colocações do 1.º trimestre de 2020 (103.945 colocações) e -10,8% de 2019 (112.781 colocações)”, revela o barómetro da APESPE-RH – Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e de Recursos Humanos — e do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.

O índice do trabalho temporário, que tinha vindo a descer desde maio de 2021, volta a demonstrar um crescimento gradual desde o início do ano, fixando-se em 1,03 em janeiro, 1,05 em fevereiro e 1,06 em março, valores superiores ao índice registado nos meses homólogos do ano anterior.

O presidente da APESPE-RH, Afonso Carvalho, sublinha no documento que o 1.º trimestre marca “um início de ano positivo” para o setor, com níveis mais próximos aos de 2020, “mas ainda abaixo do pré-pandemia em 2019”.

Segundo realça o presidente da associação, “2021 foi um ano com um 1.º trimestre muito negativo devido ao confinamento, motivo pelo qual os índices estão acima”.

Afonso Carvalho destaca ainda “a importância da contratação de pessoas na faixa acima dos 50 anos, cerca de 10%, bem como de grupos com qualificação mais baixa, que obtêm novas valências através da experiência adquirida e formações a que têm acesso”.

O barómetro mostra que a maior parte dos colocados têm entre 16-24 anos (cerca de 26%), seguindo-se os que têm entre 25-29 anos (cerca de 20%), verificando-se “um ligeiro aumento da idade média dos colocados acima dos 30 anos para cerca de 54% no 1.º trimestre de 2022”.

O ensino básico mantém-se o nível de escolaridade predominante nas colocações efetuadas, com mais de 60% no 1.º trimestre, seguindo-se os trabalhadores com ensino secundário (mais de 20%) e as pessoas com licenciatura (cerca de 5% das colocações).

As empresas de “fabricação de componentes e acessórios para veículos automóveis” voltam a assumir o topo nos setores de atividade do trabalho temporário (entre 12% a 14%) no 1.º trimestre, depois de terem passado para segundo lugar no trimestre anterior, atrás das empresas de “fornecimento de refeições para eventos e outras atividades de serviço de refeições”, que agora representam cerca de 8%.

Na distribuição do trabalho temporário por principais profissões, o 1.º trimestre é liderado pelas “outras profissões elementares”, mantendo o primeiro lugar e subindo de 23% para 27%.

Seguem-se os “empregados de aprovisionamento, armazém, de serviços de apoio à produção e transportes” (cerca de 18%) e, em terceiro lugar, os “trabalhadores qualificados do fabrico de instrumentos de precisão, joalheiros, artesãos e similares” (cerca de 11%), segundo o barómetro.

DF // CSJ

By Impala News / Lusa

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