Trabalhadores do grupo Águas de Portugal estão hoje em greve

Os trabalhadores do grupo Águas de Portugal estão hoje em greve, convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL), por aumentos salariais de 120 euros e por um salário mínimo de 900 euros.

Trabalhadores do grupo Águas de Portugal estão hoje em greve

Trabalhadores do grupo Águas de Portugal estão hoje em greve

Os trabalhadores do grupo Águas de Portugal estão hoje em greve, convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL), por aumentos salariais de 120 euros e por um salário mínimo de 900 euros.

O sindicato indicou, em comunicado divulgado na sexta-feira, que “os trabalhadores do grupo Águas de Portugal vão realizar uma greve nacional de 24 horas na próxima terça-feira (dia 13), para exigir, entre outras matérias, o aumento imediato dos salários em 120 euros para todos e 900 euros de salário mínimo no grupo”.

Os trabalhadores exigem ainda “o retomar das negociações, a aplicação global do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e a sua revisão, assim como a atribuição e regulamentação dos subsídios de insalubridade, penosidade e risco, e de transporte”.

O STAL referiu que, desde 2009, os trabalhadores do grupo beneficiaram de um aumento de apenas 20 euros, em 2018.

“Recentemente, a administração do grupo AdP avançou com uma proposta, de todo inaceitável, de atualização salarial para este ano de 1,2% (que corresponde à soma dos 0,3% de ‘aumentos’ impostos pelo Governo PS na Administração Pública em 2021 e aos 0,9% em 2022), e que só não é risível porque é profundamente injusta e gravosa para os trabalhadores, que, sobretudo ao longo deste ano, têm enfrentado muitas dificuldades devido à subida brutal do custo de vida e à maior taxa de inflação dos últimos 30 anos”, apontou o sindicato.

O STAL diz também que a administração tem vindo a adiar a discussão do caderno reivindicativo apresentado pelos representantes dos trabalhadores, “dando assim prova cabal de que continua a ignorar as reais dificuldades dos trabalhadores e as suas justas e legítimas aspirações”.

Adicionalmente, o sindicato lembrou que o grupo apresentou lucros de 83,3 milhões de euros em 2021, um crescimento de 6% face a 2020, e mais de 400 milhões de euros nos últimos 10 anos.

“Não são suficientes para valorizar os trabalhadores?”, questionou-se o sindicato, acusando a empresa de direcionar “milhões para os acionistas” e “‘migalhas’ para os trabalhadores”.

DF(MPE) // EA

By Impala News / Lusa

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