Trabalhadores do Bingo do Boavista protestam no Porto pela reabertura da sala de jogo

Cerca de 30 trabalhadores do Bingo da Boavista concentraram-se hoje à porta do Ministério do Trabalho do Porto a pedir a reabertura da sala de jogo, o pagamento de salários em atraso e acusando a Pefaco de ilegalidades.

Trabalhadores do Bingo do Boavista protestam no Porto pela reabertura da sala de jogo

Trabalhadores do Bingo do Boavista protestam no Porto pela reabertura da sala de jogo

Cerca de 30 trabalhadores do Bingo da Boavista concentraram-se hoje à porta do Ministério do Trabalho do Porto a pedir a reabertura da sala de jogo, o pagamento de salários em atraso e acusando a Pefaco de ilegalidades.

“Trabalhadores do Bingo do Boavista em luta pelo pagamento dos salários em atraso, pela reabertura da sala, e na defesa dos postos de trabalho”, “Governo escuta, trabalhadores estão em luta”, “Reabertura da Sala para já e sem demora”, “Exigimos respeito pelos direitos dos trabalhadores do Bingo do Boavista” eram as frases que se liam na faixa e nos cartazes que os trabalhadores seguravam nas mãos, esta manhã, à porta do Ministério do Trabalho, na Avenida da Boavista, numa ação de protesto organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte (STIHTRS).

Alfredo Saramago, 56 anos de idade e com 38 anos de trabalho no Bingo do Boavista, é um dos trabalhadores do Bingo do Boavista que hoje se manifestava à frente do Ministério do Trabalho, lamentando que a concessionária Pefaco lhe está a dever salários desde janeiro de 2021 até agora e “50% do subsídio de Natal” de 2020.

“A empresa não cumpre com a lei. Não percebo como é que o Estado está a demorar tanto tempo em resolver este problema. Se a empresa não serve, que retirem a concessão e que abra um novo concurso. Agora, é muito triste trabalhar aqui uma vida inteira e, de um momento para o outro, ver uma empresa lucrativa — é uma fábrica de fazer dinheiro -, que nos abandona”, declarou à Lusa, reiterando que não entende porque é que a administração da Pefaco não paga “o imposto de selo e de jogo” e o Estado ainda não tirou a concessão à empresa.

Francisco Figueiredo anunciou aos trabalhadores que a “secretária de Estado do Turismo notificou a Pefaco para retirar a concessão da sala do Boavista”, mas lamentou que o Governo e Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) ainda não tenham conseguido resolver o problema dos trabalhadores do Bingo do Boavista e promete “continuar a protestar até que a situação seja resolvida”.

Os trabalhadores entregaram hoje uma moção aprovada por os funcionários do Bingo do Boavista a exigir “que o Governo e a ACT atuem sem demora de acordo com as atribuições e competências”, “seja retirada a concessão à Pefaco”, “seja nomeada uma comissão administrativa”, “seja reaberta a sala do Bingo do Boavista” e “seja feito um novo concurso para a concessão daquela importante sala de jogo de bingo da cidade do Porto com a garantia da manutenção de todos os postos de trabalho”.

O Bingo do Boavista tinha 62 trabalhadores em atividade antes de encerrar e “faturava mais de seis milhões de euros por ano”, lê-se na moção a que a Lusa teve acesso.

Até à data, a concessão da sala de jogo do bingo ainda não foi retirada à concessionária Pefaco S.A.

Devido à situação dos salários em atraso, os 62 trabalhadores do Bingo do Boavista suspenderam o contrato de trabalho em março de 2021 e estão a receber um “valor miserável equivalente ao subsídio de desemprego”.

As salas de jogo do bingo, bem como os casinos, reabriram a 01 de maio. Contudo, as salas do bingo concessionadas à Pefaco não abriram e continuam todas encerradas.

CCM (JFO/JGJ)//LIL

By Impala News / Lusa

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