Tomar medidas que contribuam para robustecer sistema financeiro deve ser prioridade – APB

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos afirmou hoje que a “prioridade das prioridades” deve ser a tomada de medidas que contribuam para robustecer o sistema financeiro, para que este possa desempenhar o seu papel na recuperação da economia.

Tomar medidas que contribuam para robustecer sistema financeiro deve ser prioridade - APB

Tomar medidas que contribuam para robustecer sistema financeiro deve ser prioridade – APB

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos afirmou hoje que a “prioridade das prioridades” deve ser a tomada de medidas que contribuam para robustecer o sistema financeiro, para que este possa desempenhar o seu papel na recuperação da economia.

Falando à margem da tomada de posse de Mário Centeno como governador do Banco de Portugal (BdP), em Lisboa, o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Faria de Oliveira, salientou os “desafios de monta extraordinária” que o país (à semelhança de outros) enfrenta na sequência da pandemia de covid-19 e o papel “fundamental” do sistema financeiro na recuperação da economia.

“Precisamos de um sistema bancário o mais robusto possível”, precisou Faria de Oliveira, indicando que a “prioridade das prioridades” deve passar pela adoção de “soluções que contribuam para esse robustecimento”, evitando “o mais possível medidas inconsistentes que o enfraqueçam”.

O presidente da APB assinalou que, ao contrário do que sucedia anteriormente, existe agora uma almofada financeira de cerca de 12 mil milhões de euros e apontou a “evolução notável” registada pelo sistema bancário, ainda que as atenções acabem por se focar mais nos “casos dramáticos que aconteceram” — numa referência ao colapso do BES.

Questionado sobre se aquela ‘almofada’ será suficiente, Faria de Oliveira reconheceu que a dimensão da crise causada pela pandemia “é motivo para as maiores preocupações”, mas referiu que o país tem “poder político, regular e sistema bancário” para acompanhar a situação.

Porém, alertou que o que vai afetar a banca é a capacidade de resistência das empresas a esta crise. Sendo o incumprimento um indicador “retardado”, é importante que se encontrem “soluções já” que permitam que quando terminarem as moratórias, haja um quadro que permita que o sistema bancário permaneça resiliente “e possa, eventualmente, realizar aumentos de capital que se venham a tornar necessários”.

Questionado sobre o processo de acusação do caso BES, Faria de Oliveira afirmou ter ficado surpreendido com a dimensão, referindo acreditar que quando do colapso do banco aconteceu “ninguém” no país teria noção “da dimensão do problema”.

O presidente da APB atribuiu a este processo responsabilidades na má imagem da banca: “Se o sistema bancário neste momento sofre de um conjunto de ataques muito significativos, sem dúvida que este processo é um dos principais elementos que estão na base da má imagem da banca”.

Relativamente à nomeação de Mário Centeno para o BdP, Faria de Oliveira, considerou tratar-se de “uma boa escolha” para o cargo, tendo em conta a sua “indiscutível capacidade para enfrentar desafios muito difíceis” que já revelou nas funções que desempenhou anteriormente.

“Contamos que seja capaz de exercer as funções com a competência com que as exerceu enquanto ministro das Finanças”, referiu para assinalar que, perante os receios de conflito de interesses apontados pelos partidos da oposição, Mário Centeno terá de “demonstrar caráter muito forte para confirmar a independência” que todos esperam que tenha no exercício das novas funções.

LT // CSJ

By Impala News / Lusa

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